TIM quer liderar 5G no País e vai promover degustações

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A TIM vai permitir que o grande público conheça algumas aplicações do 5G. A operadora terá em breve degustações da nova tecnologia em cerca de 10 lojas no Brasil

A TIM já anunciou que vai investir para ser pioneira na tecnologia 5G no País. Em conjunto com a Nokia e o Núcleo Virtus da Universidade Federal de Campina Grande (UFCG), a operadora está realizando testes no 5G Living Lab TIM, primeiro laboratório da tecnologia 5G do Nordeste.

A empresa aposta nas soluções que já estão funcionando na rede experimental de quinta geração da TIM. O Virtus é o Núcleo de Pesquisa, Desenvolvimento e Inovação em Tecnologia da Informação, Comunicação e Automação, e a área de demonstrações no Campus da Universidade Federal de Campina Grande.

A TIM vai permitir que o grande público conheça algumas aplicações do 5G. A operadora terá em breve degustações da nova tecnologia em cerca de 10 lojas no Brasil, começando pela unidade do Shopping Ibirapuera, em São Paulo.

A demonstração utiliza a tecnologia 5G da Ericsson, em rede comercial em fase de testes, instalada mediante licença específica da Anatel. O espaço de degustação conta com as parcerias da LG, que irá disponibilizar um smartphone LG V50 para testar a velocidade da nova rede, e da Intel, com kit de realidade virtual. Um vídeo institucional apresenta os impactos da tecnologia de quinta geração em áreas como saúde, educação, entretenimento, entre outras.

“As nossas lojas são o principal ponto de contato com o consumidor e buscamos, cada vez mais, transformá-las em espaços que vão além da venda. A ideia é oferecer experiências relacionadas à inovação e pioneirismo da TIM e a demonstração do 5G vai ao encontro dessa estratégia. As pessoas poderão conhecer o potencial da nova tecnologia e entender como ela irá influenciar o seu cotidiano no futuro”, conta João Stricker, Diretor de Sales Consumer da TIM Brasil.

“O objetivo é potencializar o conhecimento da tecnologia para que a adoção ao 5G possa ser rápida e eficiente no País. Nos living labs, já estão sendo desenvolvidas soluções que podem impactar o cotidiano das pessoas e das empresas em áreas muito relevantes para o Brasil, como saúde, educação e segurança. As startups do Cubo Itaú também poderão, em breve, testar seus projetos 5G. A ideia é justamente preparar esse ecossistema de inovação para que possamos aproveitar o poder transformador da rede de quinta geração”, explica Leonardo Capdeville.

Durante o Painel Telebrasil 2019, neste ano, em Brasília, a operadora de telefonia projetou a chegada comercial da tecnologia no Brasil, prevista para 2021. Na ocasião, Pietro Labriola, diretor da TIM Brasil afirmou que a operadora quer ser pioneira e líder no 5G, tanto no Brasil quanto na Itália, repetindo o sucesso e protagonismo do 4G.

A operadora conta com a expertise e o pioneirismo da Telecom Italia no uso da nova tecnologia e na implementação bem-sucedida de soluções nas cidades de Turim, Bari, Matera e República de San Marino.  A TIM também optou por atuar no engajamento de empresas de tecnologias, fundações e instituições de pesquisas, academia e ambientes empreendedores, para o desenvolvimento de aplicações, produtos e soluções baseadas no 5G.

Revolução

Ricardo Bonora, head de Telecom e Mídia da Indra no Brasil, afirma que poucos entendem, de fato, quais as reais consequências do avanço da rede 5G em todo o mundo. "A implantação dessa tecnologia vai trazer resultados muito mais expressivos do que os observados em etapas anteriores, possibilitando a geração de novos modelos de negócio e, em último grau, vai mudar totalmente a relação com a vida em sociedade".

Segundo Bonora, até chegar nesse estágio, é fundamental entender o que é o 5G e por que seu avanço é tão importante. Para assimilar isso, é preciso voltar no tempo e lembrar como o 2G, 3G e o 4G representaram enquanto avanços tecnológicos de grande impacto, principalmente relacionados aos smartphones. 

Ele acrescenta que, com o 3G, foi possível pela primeira vez enviar fotos e vídeos para outros aparelhos, saindo da era do texto como única forma de se comunicar entre celulares. Em seguida, o 4G (que chegou por volta de 2010 e se mantém até hoje) possibilitou um ganho substancial em velocidade, permitindo baixar conteúdo, realizar transmissões online e fazer grande parte das tarefas com as quais estamos acostumados, como ouvir música, assistir séries etc.

"Nesse sentido, o 5G, cuja chegada está prevista para 2020, vai trazer um ganho substancial de velocidade. Em números, essa nova forma de conexão será cerca de 20 vezes mais rápida do que o 4G. Com isso será possível agilizar muitas tarefas de nosso cotidiano – bastarão segundos para baixar filmes, por exemplo", acrescenta.

Novos negócios

Mesmo oferecendo tantas facilidades ao dia a dia, vale ressaltar que a principal vantagem que o 5G trará ao mercado estará na possibilidade de criar novos segmentos de negócios e fomentar uma sociedade cada vez mais conectada. Essa nova geração vai abraçar uma rede cada vez mais ampla de conexões e, por isso, ela já fomenta o desenvolvimento de novos produtos e tecnologias, como carros autônomos, drones usados para serviços de entrega e o uso de realidade virtual. 

Áreas não estritamente relacionadas com o mundo da telefonia ou de alta tecnologia, como transporte público e saúde, também serão diretamente impactados pelos benefícios do 5G, por também contarem com uma infinidade de dispositivos interconectados, afirma o especialista.

Avanços

O 5G será aplicável aos campos mais distintos, indo além das funções de chamada, navegação na web ou realidade virtual; será relacionado ao mundo da IoT e, consequentemente, atraindo o interesse de muitas empresas. Será um impacto não apenas tecnológico, mas também e sobretudo econômico, tanto que se espera, segundo um estudo da Ericsson no Mobile World Congress 2017, criar um mercado de, pelo menos, 1.200 bilhões de dólares nos próximos dez anos.

"Com isso, consequentemente teremos redes mais densas. Espera-se que as redes também possam garantir até um milhão de dispositivos conectados por quilômetro quadrado. As novas tecnologias poderão criar até 3 milhões de novos empregos apenas nos Estados Unidos, contribuindo com até US$ 500 bilhões no PIB dos EUA entre investimentos diretos e induzidos", diz Bonora.