Porto de Fortaleza movimenta 1,14 mi de toneladas de derivados de petróleo

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Em 2018 o Porto de Fortaleza respondeu por 86,8% de toda a movimentação de granéis líquidos no Ceará

O Porto de Fortaleza mostra sua importância na movimentação comercial exclusiva, via marítima, de derivados petróleo no Ceará. Somente nos sete primeiros meses de 2019, foram movimentadas 1.142.875 toneladas de granéis líquidos.

No acumulado dos últimos cinco anos, ou seja, de 2015 até julho de 2019, entre combustíveis, lubrificantes, gasolina A, óleo diesel, querosene de aviação e outros derivados de petróleo, o terminal movimentou 10 milhões de toneladas. 

Os graneis líquidos que chegam ao Porto de Fortaleza vem de Suape, Itaqui, Vitória, São Sebastião, Santos, Rio de Janeiro, Bahia Blanca, Bacia Petrolífera do Espírito Santo, Aratu, Belém, Santa Marta, Houston, New Orleans International APT, Galena Park, Belmont, Cargena, San Lorenzo, Rosário, Necochea, Sorel, Nueva Palma, Galveston, Texas City e Pascagoula, entre outros. Computando toda a cadeia de granel líquido, em 2018 o Porto de Fortaleza respondeu por 86,8% de toda a movimentação no Ceará.

Infraestrutura

Construído na década de 1980, os berços 201 e 202 compõem o píer petroleiro do Porto de Fortaleza, que conta com uma plataforma de atração de 90 metros de comprimento por 28 metros de largura e profundidade de 12 metros. Ligado a terra por meio de uma ponte de 853 metros de comprimento, o píer faz conexão com as distribuidoras de petróleo e também atende à fábrica de margarina instalada na retroárea do porto por meio de dutovias. A estrutura interna conta, ainda, com uma rodovia com 3,60 metros de faixa de rolamento.

Os acessos ao Porto de Fortaleza podem ser pelas rodovias federais BR-116, BR-222, BR-020 e a estadual CE-085, bem como o Anel Viário é de grande importância para a interligação entre essas outros. Computando toda a cadeia de granel líquido, em 2018 o Porto de Fortaleza respondeu por 86,8% de toda a movimentação no Ceará.

Impacto

Conforme destaca o diretor Comercial da Companhia Docas do Ceará, Mário Jorge Cavalcanti, “devido à deficiência de tancagem, torna-se urgente sua adequação por parte das distribuidoras, tendo em vista que aproximadamente 40% do combustível consumido no Ceará é pelo modal rodoviário. Isso pesa no bolso do consumidor, uma vez que encarece o preço final na bomba de combustível, sem falar que o Governo do Estado do Ceará também perde por não arrecadar ICMS,  a Prefeitura Municipal de Fortaleza o ISS e a própria Companhia Docas do Ceará as tarifas”.