Procon vai atender até 6 mil em megamutirão de dívidas

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O Procon Fortaleza abre a possibilidade de 'limpar' o nome e retirar muita gente dos cadastros negativados do comércio

O Procon Fortaleza promove um megamutirão de renegociação de dívidas no período de 7 a 11 de outubro. A expectativa é de atender até 6 mil pessoas, uma média de mil por dia. Para abranger um público ainda maior, a negociação vai ocorrer fora da sede do Procon pela primeira vez, no Ginásio Paulo Sarasate. Os descontos nas dívidas chegam a 95% do valor principal.

A iniciativa prepara os fortalezenses para estarem com o nome sem restrições nos cadastros de consumidores e vai gerar um alívio a muita gente com a possibilidade de pagar menos pela dívida. Vão estar disponíveis a efetuar a negociação empresas de telecomunicações, de energia, água e esgoto, além de financeiras (veja lista no quadro).

É importante o consumidor levar para a negociação os seguintes documentos: RG, CPF, comprovante de residência e extrato, fatura ou contrato da dívida.

De acordo com Cláudia Santos, diretora geral do Procon Fortaleza, "percebemos que, no ano passado, o mutirão superou todas as expectativas e ganhou uma proporção que não bancoscomporta mais ser realizado na sede do Procon, no Centro".

Ela também afirma que, no Ginásio Paulo Sarasate, o consumidor terá mais conforto com área coberta e assentos suficientes para o volume de consumidores com dívidas em atraso.

Bolso do fortalezense 

A proporção de consumidores com contas ou dívidas em atraso até caiu 3,1 pontos percentuais, passando de 23,3% dos consumidores em agosto, para 20,2% neste mês, de acordo com a Fecomércio-CE. Os problemas financeiros afetam mais as mulheres (22,1% dos entrevistados desse gênero possuem contas em atraso), bem como os consumidores do grupo com idade acima dos 35 anos (24,0%) e do estrato com renda familiar abaixo de cinco salários mínimos (23,6%).

Vida financeira desorganizada

O tempo médio de atraso é de 65 dias e a principal justificativa para o não pagamento das dívidas é o desequilíbrio financeiro - a diferença entre a renda e os gastos correntes – citado por 56,8% dos consumidores. O segundo motivo mais citado é o adiamento por conta do uso dos recursos em outras finalidades, com 30,6%, seguido da contestação da obrigação (11,9%).

Os instrumentos de crédito mais utilizados pelos consumidores são: cartões de crédito, citados por 78,3% dos entrevistados; financiamento bancário (veículos, imóveis etc.), com 12,4%; empréstimos pessoais, com 11,2%; carnês e crediários, com 6,9%; e cheque especial, com 3,3%.