Latam e Delta voam juntas em uma aliança de quase R$ 8 bi

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A transação bilionária de US$ 1,9 bi representam o voo ainda mais alto para a Latam, que ganhou uma parceira poderosa, detentora de um mercado gigante Foto: Divulgação

A compra de uma fatia significativa da Latam pela Delta Air Lines mexe com o mercado. Com a operação, a companhia norte-americana vende a participação que tem na Gol. A aquisição da Delta é de 20% no Grupo Latam por US$ 1,9 bilhão (quase R$ 8 bilhões). As ações da Gol caíram nesta sexta-feira (27), já que a Delta venderá os 9% que possui na companhia. Enquanto isso, as ações da Latam disparam.

A aliança prevê ainda que a Delta investirá US$ 350 milhões para apoiar o estabelecimento da parceria estratégica. A previsão é de aquisição de quatro aeronaves A350 da Latam, além de do compromisso de comprar dez aeronaves A350 adicionais a serem entregues a partir de 2020 até 2025, ampliando a transformação da frota da Delta.

Se elas já eram grandes, as duas aéreas se tornam gigantes. A Delta e a Latam ocuparão a posição de liderança em cinco dos seis principais mercados latino-americanos dos EUA. Atenderão 435 destinos em todo o mundo e transportarão mais passageiros entre a América do Norte e a América Latina do que qualquer outra companhia ou parceria já implantada.

Fortalecimento

"Essa aliança com a Delta fortalece nossa empresa e aprimora nossa liderança na América Latina, fornecendo a melhor conectividade por meio de nossas redes de rotas altamente complementares", disse Enrique Cueto Plaza, CEO da LATAM. "Estamos ansiosos para trabalhar ao lado de uma das melhores companhias aéreas do mundo para aprimorar a experiência de viagem de nossos passageiros".

Para a Latam, a operação dá muito mais fôlego, melhorará a geração de fluxo de caixa livre, reduzirá a dívida prevista em mais de US$ 2 bilhões até 2025 e melhorará a estrutura de capital, ampliando a capacidade de executar sua estratégia de longo prazo.

Para os cofres da Latam, a chegada de novo sócio vai significar melhora substancial na sua geração de caixa, com redução da dívida de aproximadamente US$ 2 bilhões até 2025.