Rejers dobra produção de gypsophilas mirando o exterior

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Pequenas e lucrativas as Gypsophilas são cultivadas em larga escala na Serra da Ibiapaba cearense gerando divisas e bastante aceitas também no mercado interno

Elas são pequeninas, delicadas e a base para qualquer arranjo floral, especialmente buquês. Apesar do tamanho são essenciais e poderosas em geração de faturamento no setor da floricultura.

As gypsophilas, conhecidas como mosquitinhos, tiveram sua produção dobrada no município cearense de São Benedito, cerca de 328 Km de Fortaleza. A Reijers, maior produtora de flores do País, faz suas apostas no mercado externo.

Atualmente, são produzidas 20 mil unidades da flor, totalizando cerca de 7,2 milhões em um ano. Há seis anos, produtores de flores no Ceará decidiram apostar no plantio das numerosas florzinhas.

A capacidade produtiva do gênero Gypsophila saiu de seis para 13 hectares, girando diariamente em torno de 20 mil unidades, totalizando aproximadamente 7,2 milhões por ano. “A empresa mudou a estratégia de plantio para que a flor seja ainda mais competitiva”, ressaltou Gustavo Vieira, diretor de produto da Rejers. A intensa luz solar e a terra fértil da Serra da Ibiapaba foram fundamentais para o plantio das flores na região.

Para o presidente da Reijers, Roberto Reijers, o foco é o mercado externo. “Em pouco tempo a empresa se tornou uma das maiores produtoras do gênero Gypsophila no Brasil. Mas a ideia é que a empresa também continue avançando no mercado interno. Boa parte do que é produzido no Ceará segue para os estados do Norte e Nordeste, assim como para as regiões Centro-Oeste e Sudeste. A companhia está finalizando uma das etapas do trabalho para voltar a exportar”, declarou o empresário.

A Reijers tem ainda em seu portfólio as variedades Dynamic Love e a Pearls Blossom, já conhecidas no mercado internacional. No entanto, a oportunidade de negócios está na White Victoria, considerada atualmente uma nova tendência mundial.

Tecnologia

A empresa que atua em solo cearense é também a única produtora do País a utilizar uma técnica de pós-colheita inédita que trabalha de maneira uniforme na abertura das rosas. “Outras empresas colhem as flores a uma taxa de sucesso entre 50% e 70% de abertura dos botões. Quando realizam a colheita, terão flores maduras, que vão envelhecer antes das demais, ficando escuras e também terão botões imaturos que não chegarão a abrir depois de colhidos”, ressaltou o diretor de produto da companhia.

“No processo da Reijers, que conta com estrutura moderna e totalmente climatizada, em 72 horas ocorre a indução da abertura das flores recém-colhidas. A taxa de sucesso gira entre 90% e 100%”, complementou Gustavo Vieira.