Aluguel em Fortaleza registra alta de 7,39% em 12 meses

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Quem buscou imóvel para alugar este ano já está sentindo os preços gradualmente mais elevados Foto: Regina Carvalho

O mercado de locação está reagindo. O aluguel residencial na Capital cearense registrou alta real de 0,37% em agosto. No ano, o aumento é de 6,27% e, em 12 meses, 7,39%, o terceiro maior, só ficando atrás de Curitiba (9,20%) e Florianópolis (13%). Neste ano, a variação deste mercado em Fortaleza é a quarta maior dentre as cidades pesquisadas pelo Fipezap (6,27%).

O preço médio de locação por metro quadrado é de R$ 16,72, sendo o mais caro encontrado no Meireles, a R$ 22,26, em contraste com o Henrique Jorge, de R$ 10,00. Já a rentabilidade da locação em Fortaleza é a segunda menor em comparação com as cidades acompanhadas pelo Índice FipeZap de Locação Residencial do mês de agosto, de 3,47%. A menor fica com Niterói (3,46%) e a maior está em Praia Grande (SP), com 7,17%. 

Brasil

O Índice FipeZap de Locação Residencial geral encerrou o mês de agosto de 2019 com variação nominal de 0,07%, a nona alta consecutiva. O percentual observado no mês, todavia, foi inferior à inflação medida pelo IPCA/IBGE (0,11%), impondo uma queda real do preço médio de locação de imóveis residencial no último mês (-0,04%).

Entre as 11 capitais monitoradas pelo Índice FipeZap, Curitiba foi aquela que apresentou a maior elevação de preço em agosto (1,39%), enquanto Recife foi a cidade monitorada a apresentar o maior recuo no preço de locação residencial no período (1,15%). Até agosto de 2019, o Índice FipeZap de Locação Residencial acumula alta nominal de 3,61%, resultado que, embora supere a inflação de 2,54%, calculada pelo IPCA (IBGE), permanece abaixo da alta de 4,10% registrada pelo IGP-M (FGV).

A comparação entre a variação acumulada do Índice FipeZap e o IPCA acumulado impõe ao preço de locação residencial uma alta real de 1,05% no período, mantendo tendência observada nos períodos anteriores. Análise dos últimos 12 meses: nesse horizonte de análise, o indicador acumula alta nominal de 3,87%, permanecendo, também neste caso, entre a inflação medida pelo IPCA (3,43%) e aquela calculada pelo IGP-M (4,95%).