Fortaleza tem maior inflação do País em 12 meses e no ano

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A energia, com a bandeira vermelha, pesou no bolso do consumidor e, juntamente com a taxa de água e esgoto pressionou o IPCA da Capital cearense em agosto

A Inflação medida pelo Índice de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) de agosto, na Região Metropolitana de Fortaleza, foi um dos maiores entre as demais regiões, variou 0,33%, ficando 0,48 ponto percentual (p.p.) acima da taxa de julho (-0,15%). Em 12 meses, a Capital cearense apresenta a maior inflação do País, com elevação de 4,43%, acima inclusive da média nacional de 3,43%. No ano, os primeiros oito meses, contabilizam uma alta de preços de 3,50%, também a maior entre as regiões metropolitanas. Portanto, Fortaleza volta a figurar entre as que mais pressionam o consumidor.

O maior impacto individual no IPCA de agosto veio do grupo Habitação(2,50%). O item energia elétrica, que já havia registrado alta de 2,03% no mês anterior, subiu 9,01%, contribuindo com 0,28 p.p. no índice do mês. Após a vigência, em julho, da bandeira tarifária amarela, que onera as contas de luz em R$ 1,50 a cada 100 quilowatts-hora consumidos, passou a vigorar, em agosto, a bandeira vermelha patamar 1, em que há cobrança adicional de R$ 4,00 para cada 100 quilowatts-hora consumidos.

À exceção de Vitória(-8,64%) e Salvador(-1,37%), todas as demais regiões pesquisadas apresentaram variações positivas, que vão desde os 1,44% registrados em Campo Grande até os 9,01% observados em Fortaleza. 

Além disso, o grupo habitação foi influenciado pela taxa de água e esgoto, na Regão Metropolitana de Fortaleza(3,79%), houve redução, no dia 2 de julho, de 15,86% para 4,31%, do reajuste concedido inicialmente em fevereiro. No entanto, a partir do dia 9 de julho, a redução foi cancelada e o reajuste de 15,86% voltou a vigorar.

País registra recuo

No País, o ficou em 0,11% em agosto deste ano. A taxa é inferior ao 0,19% registrado em julho, mas superior à deflação (queda de preços) de 0,09% de agosto do ano passado. Segundo dados o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), o IPCA acumula taxas de inflação de 2,54% no ano e de 3,43% em 12 meses.

A queda da taxa de julho para agosto foi puxada principalmente pela deflação nos grupos de despesa alimentação (-0,35%) e transportes (-0,39%), em agosto. Entre os alimentos, as principais quedas de preços foram observadas no tomate (-24,49%), batata-inglesa (-9,11%), hortaliças e verduras (-6,53%) e carnes (-0,75%). Já nos transportes, houve quedas de preços nos itens passagens aéreas (-15,66%), gasolina (-0,45%) e óleo diesel (-0,76%).

Outro grupo que registrou deflação foi saúde e cuidados pessoas (-0,03%). Por outro lado, as principais altas de preços foram registradas nos grupos habitação (1,19%), artigos de residência (0,56%) e despesas pessoais (0,31%).