Apesar de queda, cesta básica em Fortaleza é mais cara do NE

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Mesmo com a segunda maior redução de preços entre as 17 localidades pesquisadas, a Capital cearense ainda lidera carestia na região Nordeste nos produtos básicos

Fortaleza apresenta a 2ª maior queda de preços na cesta básica em meio às 17 localidades pesquisadas. O custo do conjunto de alimentos essenciais diminuiu, em agosto, em todas as cidades que fazem parte do levantamento, pelo segundo mês consecutivo. Mas vale lembrar que a alimentação básica estava muito mais cara. As quedas mais expressivas ocorreram em Natal (-7,04%), Fortaleza (-6,96%), Aracaju (-6,11%) e Salvador (-5,78%). Em termos de preço, o valor da cesta para o fortalezense em agosto foi de R$ 402,84, a mais cara do Nordeste para o referido mês. 

A pesquisa realizada pelo Departamento Intersindical de Estatística e Estudos Socioeconômicos (Dieese) constatou que a capital com a cesta mais cara foi São Paulo (R$ 481,44), seguida de Porto Alegre (R$ 469,17), Florianópolis (R$ 464,24) e Rio de Janeiro (R$ 462,24). Os menores valores médios foram observados em Aracaju (R$ 337,96) e Salvador (R$ 350,75). Em 12 meses, entre agosto de 2018 e o mesmo mês de 2019, com exceção de Aracaju (-2,02%), todas as capitais acumularam alta, que oscilaram entre 5,61%, em Natal, e 13,40%, em Curitiba.

Nos primeiros oito meses de 2019, 12 municípios pesquisados acumularam aumento, com destaque para Vitória (9,34%), João Pessoa (6,56%) e Recife (6,19%). Outras cinco cidades tiveram taxa negativa, com destaque para Aracaju (-5,80%).

Mínimo necessário

Considerando a determinação constitucional que estabelece que o salário mínimo deve ser suficiente para suprir as despesas de um trabalhador e da família dele com alimentação, moradia, saúde, educação, vestuário, higiene, transporte, lazer e previdência, o Dieese estima mensalmente o valor do salário mínimo necessário. Em agosto de 2019, este valor deveria equivaler a R$ 4.044,58, ou 4,05 vezes o mínimo de R$ 998,00. Em julho de 2019, o piso mínimo necessário correspondeu a R$ 4.143,55, ou 4,15 vezes o mínimo vigente. Já em agosto de 2018, o valor necessário foi de R$ 3.636,04, ou 3,81 vezes o salário mínimo, que era de R$ 954,00.