Granito branco da Ceará Stones faz bonito no exterior

granito
Uma das pedreiras, localizada em Santa Quitéria, produz a rocha de alta durabilidade que se tornou símbolo de qualidade no Brasil e em mercados como China, EUA e Europa

Não é neve. E fica no Interior do Ceará. O granito Ceará Branco. o carro-chefe da Ceará Stone vem da pedreira localizada no município de Santa Quitéria, a cerca de 200 km de Fortaleza.

A empresa encerra 2020 com solidez no produto e nos negócios. As vendas para as obras residenciais e corporativas no Brasil cresceram 38% neste ano, de acordo com o diretor comercial Flávio Gomes. A expectativa é que haja incremento nas vendas de rochas cearenses em 2021. 

Internacional

Atualmente, as pedras branquinhas cearenses chamam a atenção em fachadas como a do museu Aga Khan (Toronto, Canadá) e de edifícios comerciais da província de Jiangsu, na China, ou do Ceará, como o BS Design. Prédios residenciais de alto padrão também têm adotado as soluções oferecidas pela Ceará Stones. 

O produto que carrega a origem no nome também tem sido utilizado em projetos com alto tráfego de pessoas, como aeroportos e shopping centers. Entre as principais características do granito estão a resistência e a beleza. “É uma pedra muito resistente, pouco porosa e clara. Ou seja, tem uma alta durabilidade”, explica Flávio Gomes. Outros destaques da produção em pedreiras da empresa cearense são os quartzitos (Perla Roca e Perla Matira), ainda mais resistentes do que o granito porque têm maior quantidade de quartzo na composição, o que aumenta a dureza do material.

O material comercializado pela Ceará Stones foi utilizado em grandes obras como os aeroportos de Ezeiza (Buenos Aires, Argentina), de Abu Dhabi (nos Emirados Árabes), Santos Dumont (Rio de Janeiro), Guarulhos (São Paulo), além da ampliação do terminal aeroportuário Pinto Martins, em Fortaleza.

Exportações dobram em 2020

O crescimento da Ceará Stones em 2020 foi puxado principalmente pelas exportações, que  dobraram neste ano, segundo o diretor comercial Flávio Gomes. China, Estados Unidos e Europa são os principais mercados. A expectativa da empresa é que as exportações continuem crescendo em 2021 e passem a responder por 50% do faturamento da empresa. 

Testes de material comprovam que as rochas cearenses são muito resistentes e possibilitam redução no custo de manutenção ao longo do tempo. Na avaliação de Flávio Gomes, esse fator é um grande diferencial das pedras que saem do Ceará e ganham o mundo a partir do Porto do Pecém.