Natal Sem Fome estende prazo para arrecadar alimentos

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O Inec contabiliza, só no Ceará, uma fila de espera por pelo menos mais 740 cestas, o que corresponde a mais de sete toneladas de alimentos

Dia 23 de dezembro é a nova data de encerramento para a arrecadação de alimentos da Campanha Natal Sem Fome. O prazo foi estendido devido ao grande volume de pessoas que precisam das doações e à meta estipulada para o estado do Ceará - de 36,7 toneladas - que ainda não foi alcançada. O lançamento da edição deste ano ocorreu em outubro.

O Instituto Nordeste Cidadania (Inec), responsável pela articulação da campanha em toda a região Nordeste, além do norte de Minas Gerais e Espírito Santo, tem ainda o desafio de conseguir chegar às 120 toneladas arrecadadas, meta estabelecida para abranger todo o seu território de atuação.

O Inec contabiliza, só no Ceará, uma fila de espera por pelo menos mais 740 cestas, o que corresponde a mais de sete toneladas de alimentos.

Mobilização

Para alcançar a meta de 36,7 toneladas de alimentos, o Instituto realizará blitz de sensibilização em vários pontos de coleta de Fortaleza, neste fim de semana. Nos dias 19 e 20 de dezembro, voluntários estarão presentes nas lojas do Grupo Pão de Açúcar. As lojas do supermercado Super Lagoa e a rede de shoppings Ancar também são pontos de arrecadação.

Como contribuir

Além das doações de alimentícios não perecíveis, que também podem ser entregues até o dia 23 de dezembro, na Sede do Inec, localizada na Av. Dr. Silas Munguba, 3500, bairro Itaperi; também é possível realizar doações em dinheiro. Os interessados podem acessar www.inec.org.br/natalsemfome ou www.natalsemfome.org.br  e contribuir com qualquer valor, que será revertido para compra de cestas básicas. Qualquer pessoa pode participar individualmente ou com a arrecadação e doação em grupos. Empresas podem também fazer suas doações.

A Fome no Brasil

Segundo O Estado da Segurança Alimentar e da Nutrição no Mundo 2020 (SOFI), relatório anual sobre a fome no mundo desenvolvido pela Organização das Nações Unidas para a Alimentação e a Agricultura (FAO), a população afetada pela insegurança alimentar moderada e aguda no Brasil aumentou de 37,5 milhões para 43,1 milhões, entre 2016 e 2019.

Já os dados da Pesquisa de Orçamentos Familiares (POF) do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) divulgados no último mês de setembro, apontam que mais de 10 milhões de pessoas que convivem com a insegurança alimentar grave no Brasil. Ou seja, mais de 10 milhões de brasileiros têm restrição de acesso aos alimentos ou dividem uma quantidade de comida insuficiente para o número de pessoas que moram na mesma casa. Ainda incluem-se neste quadro as pessoas de uma mesma residência que passam o dia inteiro sem comer nada.

Todos esses números ainda não consideram os impactos socioeconômicos da crise do novo coronavírus, o que pode torná-los ainda mais preocupantes. É por isso que, neste ano, o Natal Sem Fome se mostra uma ação ainda mais necessária e emergencial.

Sobre o Natal Sem Fome

A Campanha Natal sem Fome é promovida anualmente desde 1993, articulada nacionalmente pela ONG Ação da Cidadania e desenvolvida no Ceará pelo Instituto Nordeste Cidadania (Inec). Além de arrecadar alimentos não perecíveis para a população em situação de vulnerabilidade social, a edição deste ano pretende ainda conscientizar e orientar a sociedade sobre o direito a uma alimentação saudável e à segurança alimentar e nutricional, bem como fortalecer a rede Ação da Cidadania e resgatar a história e os valores do sociólogo Herbert de Souza (Betinho), idealizador da Campanha.