Peru de Natal pode variar até 19,62%; abacaxi difere 180%

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Preços de produtos das ceias de Natal e Réveillon exigem pesquisa, a exemplo do que ocorre em cada ida ao supermercado. Os valores estão inflacionados e há variação de até 180% em um item Foto: Freepik

O prato principal da ceia natalina, o peru, custa em Fortaleza, segundo o Procon, R$ 23,90 a R$ 28,59, o quilo, uma variação de 19,62%. Já o "chester" pode variar até 29,85%, indo de R$ 31,49 a R$ 40,89, por Kg. 

Vilão

O vilão entre os produtos típicos da ceia, entretanto, é o abacaxi, que pode variar até 180,72%, sendo encontrado de R$ 2,49 a R$ 6,99, a unidade do produto.

O levantamento traz preços de 66 produtos mais procurados neste período de festas de fim de ano.

O Procon visitou 10 supermercados, entre os dias 9 e 10/12, contemplando todas as regionais da Capital e o Centro de Fortaleza. É preciso pesquisar para realizar uma ceia de Natal ou Réveillon menos cara.

Espumantes

Entre os espumantes, o preço do mesmo produto com a mesma marca pode variar até 49,79%, custando de R$ 39,99 a R$ 59,90. Já os vinhos apresentam, ainda, maiores variações. O preço da mesma bebida pode chegar a 77,03%, sendo encontrado de R$ 22,59 no supermercado mais barato, enquanto que no estabelecimento mais caro custa R$ 39,99.

Por bairro

Entre os bairros de Fortaleza, a Bela Vista apresenta os preços mais baratos, custando R$ 563,00 a soma dos itens, enquanto que no bairro Maraponga, os mesmos produtos somam R$ 1.049,59, uma diferença de 86,43%, que equivale a R$ 486,59. O Procon ressalva que, por conta da falta de itens em alguns supermercados, o preço total da ceia pode variar.

Cláudia Santos, diretora do Procon Fortaleza, esclarece que os supermercados são obrigados a cumprir ofertas e promoções. "Se o estabelecimento anunciou um produto promocional, assim deve cumprir com a oferta, sob pena de sofrer penalidades previstas no Código de Defesa do Consumidor".

A diretora também orienta cautela nas compras de fim de ano. "No início do ano, é preciso ficar atento a despesas obrigatórias, como matrículas escolares, impostos e tributos, que já compõem o orçamento familiar", destacou.