Cinco conselhos para quem quer abrir uma empresa

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brir uma empresa exige muito mais que uma grande ideia. Estudo de mercado e planejamento e são algumas das etapas indispensáveis Foto: Unsplash

A palavra da vez é empreendedorismo. Enfrentando as turbulências no mercado de trabalho nos últimos anos, muitas pessoas estão encontrando um caminho alternativo na criação de seus próprios negócios. Mostramos aqui o que é imprescindível para quem deseja se lançar nessa empreitada.

De acordo com o Mapa de Empresas do Ministério da Economia, foram abertas 1.038.030 empresas no Brasil nos quatro primeiros meses de 2020.

Apesar de o período já incluir o início da pandemia de coronavírus no País, o número foi 1,2% maior de em igual época do ano passado. No mês de julho, foram abertas 250.308 empresas no Brasil, dessas, 7.465 estão no Ceará.

Desafios

No entanto, manter a empresa aberta ainda é um grande desafio para a maioria dos empreendedores. De acordo com o IBGE, cerca de 60% das empresas fecham antes dos cinco anos de funcionamento. Um levantamento realizado pelo Sebrae apontou que boa parte dos problemas que levam ao fechamento estão relacionados a falhas ainda no planejamento das empresas.

O estudo apontou que 46% dos empreendedores entrevistados não sabiam o número de clientes que teriam e os hábitos de consumo desses consumidores, e que 39% não sabiam o capital de giro necessário para abrir o negócio.

Cinco dicas para quem quer abrir um negócio

Tudo pode começar com uma ideia genial, mas isso não é o suficiente. Abrir uma empresa envolve conhecimentos e responsabilidades que vão muito além de ter um serviço ou
produto que parece incrível. Por isso, aqui estão cinco pontos que precisam ser considerados antes de escolher abrir um negócio.

1. Conheça seu perfil e suas habilidades
Gerir uma empresa é muito diferente de ser empregado por uma. Ao invés de fazer seu trabalho com horas contadas e remuneração certa no final do mês, o empreendedor precisa
saber que, principalmente no início do negócio, terá que dispor de muito mais tempo para o negócio e encarar a incerteza sobre quando o retorno do seu investimento. Além disso, o empreendedor precisa ter características como tolerância ao risco, habilidade para tomar decisões, olhar crítico sobre o negócio e capacidade de liderança.
 

2. Esteja disposto a encarar riscos
Abrir um negócio sempre é uma aposta que pode ou não dar certo. Estar bem preparado diminui os riscos, mas eles sempre vão existir. Por isso, quando alguém decide empreender precisa estar consciente dos riscos envolvidos e não apostar absolutamente tudo que tenha, compreendendo que existe uma possibilidade de perder.
 

3. Saiba identificar oportunidades
Nenhuma ideia de negócio é boa o suficiente se não estiver em consonância com as necessidades e desejos dos potenciais consumidores. Por isso, para empreender é preciso saber identificar as oportunidades de mercado. É isso que indicou Alice Mesquita, assessora executiva do Sebrae Ceará, na última edição do programa Mundo Fecomércio: “a gente não indica que a pessoa monte um negócio só porque está precisando se manter, mas que ele identifique uma oportunidade. Mesmo no período de pandemia, a gente consegue identificar algumas oportunidades de mercado, e o empreendedor precisa estar atento a isso”.

4. Tenha um plano
Alice também ressalta que, antes de começar, é muito importante fugir do impulso e ter um planejamento: "não pode ir pela emoção, pela necessidade. É preciso ter um pouco de calma para poder estudar o mercado antes de começar a aplicar os recursos". É necessário saber quem é o cliente que se quer atender, de que forma se vai atender a necessidade do cliente e como o produto, ou serviço, vai chegar até ele. As questões financeiras também são fundamentais nesse planejamento, para saber quanto precisa para abrir o negócio, quanto vai precisar para mantê-lo e em quanto tempo o dinheiro investido deve retornar.

5. Saiba com quem contar
Assim como os trabalhadores têm sindicatos para defender seus interesses, as empresas também têm suas entidades representativas, os sindicatos patronais, federações e confederações. Além de representar as categorias de negócios frente ao poder público e na relação com outras entidades, essas instituições funcionam como um ponto de apoio para as empresas em diversas frentes.

As empresas do setor do comércio de bens, serviços e turismo no Ceará, são representadas pela Fecomércio Ceará, que reúne 34 sindicatos. Entre os serviços prestados pela Federação, estão diversos serviços e o Cartão do Empresário, que visa contribuir para a sustentabilidade financeira das empresas, dando acesso a vantagens como planos de telefonia com preços acessíveis, descontos na aquisição de veículos e descontos em cursos de formação superior.