Turismo no Ceará cresce 11,2% em outubro, mas acumula queda de 35,2%

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Apesar do crescimento frente ao mês anterior mostrando uma reação,  frente a outubro de 2019, o índice de volume de atividades turísticas no Ceará caiu 35,2%

O turismo no Ceará está reagindo aos poucos, mas ainda longe de recuperar as perdas trazidas a partir do isolamento social, que atingiram de forma mais intensa e imediata boa parte das atividades, principalmente o transporte aéreo de passageiros, restaurantes e hotéis.

O Estado apresentou crescimento de 11,2% em outubro frente a setembro deste ano. Entretanto, frente a outubro de 2019, o índice de volume de atividades turísticas no Ceará caiu 35,2%.

No País, as 12 unidades da federação onde o indicador é investigado acompanharam este movimento de expansão, com destaque para São Paulo (3,6%), seguido por Bahia (24,4%), Rio de Janeiro (6,1%), Minas Gerais (10,9%) e Rio Grande do Sul (19,7%).

Comparando ainda com o ano passado, o turismo cearense enfrente a oitava taxa negativa seguida, pressionado, principalmente, pela queda na receita de empresas que atuam nos ramos de transporte aéreo; restaurantes; hotéis; serviços de bufê; rodoviário coletivo de passageiros; agências de viagens; e locação de automóveis.

Em termos regionais, todas as 12 unidades da federação investigadas mostraram recuo nos serviços voltados ao turismo, com destaque para São Paulo (-40,9%), seguido por Pernambuco (-38,2%), Distrito Federal (-36,3%), Rio Grande do Sul (-35,8%) e Ceará (-35,2).

No ano

No acumulado do ano, o agregado especial de atividades turísticas caiu 43,1% frente a igual período de 2019. Todas as 12 unidades da federação investigadas registraram taxas negativas, com destaque para Distrito Federal (-45,9%), Rio Grande do Sul (-44,6%) e Ceará (-43,1%).

Serviços

O setor de serviços avançou 1,7% na passagem de setembro para outubro, o quinto resultado positivo consecutivo, acumulando ganho de 15,8% no período. O resultado, entretanto, ainda é insuficiente para compensar as perdas de 19,8% entre fevereiro e maio, causadas pela pandemia de covid-19. O volume de serviços prestados está 16,6% abaixo do recorde histórico alcançado em novembro de 2014 e 6,1% inferior a fevereiro de 2020.

Os dados constam da Pesquisa Mensal de Serviços, divulgada nesta sexta-feira (11), no Rio de Janeiro,  pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).

Em relação a outubro de 2019, o setor recuou 7,4%, registrando a oitava taxa negativa seguida nessa comparação. No ano, a queda foi de 8,7%, enquanto nos últimos 12 meses o recuo chegou a 6,8%, resultado negativo mais intenso desde o início da série histórica, em dezembro de 2012.

Na passagem de setembro para outubro, quatro das cinco atividades pesquisadas cresceram, com destaque para informação e comunicação (2,6%). Este setor, porém, ainda acumula queda de 2,3% no ano. O segmento de tecnologia da informação mostrou recuperação, sendo um dos poucos com resultado positivo no acumulado do ano (7,4%).

Efeitos da pandemia

Dentre as áreas mais afetadas pela pandemia, o item transportes (1,5%) cresceu pelo sexto mês consecutivo, enquanto os serviços prestados às famílias (4,6%) atingiram a terceira alta seguida. No entanto, no ano ainda acumulam retração de 8,5% e de 37,7%, respectivamente.

Segundo o IBGE, o índice de atividades turísticas teve expansão de 7,1% frente ao mês imediatamente anterior, sexta taxa positiva seguida, período em que acumulou ganho de 102,6%. Contudo, o segmento ainda precisa avançar 54,7% para retornar ao patamar de fevereiro.

Alguns segmentos de serviços que se relacionam diretamente com o turismo, como o de alojamento e alimentação, que teve alta de 6,4% em outubro frente ao mês anterior, e o de transporte aéreo, com expansão de 0,7%, ainda acumulam quedas expressivas no ano: -39,2% e -37,6%, respectivamente.