Inflação em Fortaleza acumula 5,56%, a 2ª maior do País

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A aceleração verificada no grupo Alimentação e bebidas (2,99%) ocorreu principalmente devido às altas mais intensas em alguns itens do subgrupo alimentos para consumo no domicílio (3,71%) Foto: Freepik

Os carrinhos de compra não estão mais saindo tão cheios dos supermercados quanto os clientes gostariam, sobretudo no caso daqueles consumidores de baixa renda.

Em Fortaleza, a inflação oficial, medida pelo IPCA, acumula alta de 5,56%, em 12 meses, acima dos 4,95% observados em igual período de 2019. É a segunda maior do País nessa comparação.

Em 11 meses, a inflação na Região Metropolitana de Fortaleza (RMF) soma 4,23%. Em novembro, houve uma leve desaceleração, com alta de 0,80%, ainda assim, a maior variação para um mês de novembro desde 2014, quando o IPCA foi de 0,81%.

Seis grupos pesam

Dos nove grupos de produtos e serviços pesquisados, seis tiveram aumentos em novembro. A maior variação (2,99%) veio do grupo Alimentação e bebidas. A segunda maior contribuição veio de Vestuário (1,63%). Também tiveram alta os grupos Comunicação (0,78%), Artigos de residência (0,64%), Despesas pessoais (0,41%) e Habitação (0,26%). Já os grupos Saúde e cuidados pessoais (-0,71%) e Transportes (-0,15%) tiveram variação negativa. 

A aceleração verificada no grupo Alimentação e bebidas (2,99%) em novembro ocorreu principalmente devido às altas mais intensas em alguns itens do subgrupo alimentos para consumo no domicílio (3,71%), a exemplo da batata-inglesa (27,88%), óleo de soja (11,32%), arroz (10,13%), carnes (4,45%), aves e ovos (4,42%). No lado das quedas, o destaque foi a cebola (-4,09%).

A alimentação fora do domicílio também acelerou na passagem de outubro (0,75%) para novembro (0,85%), influenciada especialmente pela alta nos sorvetes (2,78%) e na refeição (1,17%).

Passagens aéreas subindo

Nos Transportes (-0,15%), a maior alta veio das passagens aéreas (6,21%), seguida dos transportes por aplicativo (5,08%). Os combustíveis tiveram queda de -1,51%, com destaque para a gasolina (-1,61%)

O grupo Vestuário acelerou em novembro (1,63%) frente a outubro (0,39%). A principal alta foi registrada nas bolsas (3,61%), relógios de pulso (3,44%) e uniforme escolar (3,44%). Por outro lado, foram registradas quedas nos itens vestido (-2,74%) e mochila (-2,45%).