Cesta básica em Fortaleza dispara 36,26% em 12 meses

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Em um ano há produtos que já superam 100% de aumento, como o óleo de cozinha. Mas os aumentos são generalizados

A cesta básica de Fortaleza acumula uma variação nos últimos 12 meses até novembro de nada menos que 36,26%. O trabalhador está cada vez mais abrindo mão de produtos para consumir apenas o mínimo diante das altas. Somente em novembro, o aumento foi da ordem de 5,64% e nos últimos seis meses atinge 18,49%. Em um ano há produtos que já superam 100% de aumento. 

Enquanto isso, a projeção de inflação oficial que era de 3,54% já saltou para 4,21% e supera o centro da meta definida em 4%, para este ano. Mesmo assim, é muito aquém do que vem sendo registrado nos produtos alimentares básicos. Sem falar que as altas já estão generalizadas, atingindo outros setores.

Alta não cessa

Para adquirir a cesta em novembro de 2020, o trabalhador teve que despender R$ 539,33, o maior valor do Nordeste. Os produtos que apresentaram as maiores altas em relação a outubro foram o óleo (10,08%), banana (8,56%), pão (7,58%), leite (6,58%), carne (6,05%), tomate (6,01%), arroz (5,60%), açúcar (4,64%), manteiga (2,73%), e a farinha (1,45%).

Apenas um item que compõe a cesta mostrou redução em relação a outubro, o feijão (-1,20%), que ainda assim é encontrado por valores elevados, com um quilo saindo por no mínimo R$ 7,00. A situação de aperto do trabalhador fortalezense só piora. O percentual do salário mínimo líquido para  a aquisição dos produtos da cesta já é de 55,79%.

A variação anual do óleo registra 119,04%, a maior registrada em 12 meses a contar de novembro; o tomate subiu 96,66%, o arroz, 84,11%; o feijão, 49,28%. O produto com menor variação foi o café (4,10% e o único a ter deflação, a banana, com leve redução de 0,16%.