Abrasel teme recuo da flexibilização e impacto local

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A Abrasel afirma que 53% das empresas que abriram suas portas nos últimos meses ainda estão atuando no prejuízo Foto: Freepik

O recuo nas flexibilizações do isolamento já gera preocupação em parte do setor produtivo. A Associação Brasileira de Bares e Restaurantes no Ceará (Abrasel) defende que os governos locais sejam transparentes e respeitosos com a sociedade neste momento, não seguindo a postura do governador de São Paulo, João Doria, que, um dia depois das eleições, anunciou que o Estado retornaria para a fase amarela do Plano SP, impondo condições mais restritivas nas medidas.

Na campanha

"Importante destacar que os indicadores subiram por conta da campanha política, que levou de 5 a 10 milhões de pessoas para as ruas por mais de 30 dias. Não foi da noite para o dia que os indicadores subiram", alerta Rodolphe Trindade, presidente.

Segundo Trindade, antes da campanha o governador de São Paulo decretou lockdown rígido, alegando preocupação com as vidas, mas não foi severo com a campanha política.

Outro ponto destacado pela instituição é que neste momento não se pode falar em segunda onda, mas sim em um repique transitório provocado pela campanha eleitoral.

"Se eventualmente tivesse que ser tomada essa medida, em São Paulo ou qualquer região do país, deveria ter sido durante a campanha, que foi quem levou milhões de pessoas para as ruas das cidades", acrescenta Trindade.

No vermelho

A Abrasel afirma que 53% das empresas que abriram suas portas nos últimos meses ainda estão atuando no prejuízo, então é de extrema urgência que os governos sejam responsáveis por elas, permitindo que elas trabalhem, de maneira segura.