Setor de seguros ignora crise e fatura R$ 125,4 bi

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O ramo de Automóveis, considerado a principal carteira de seguros de propriedade, registrou redução nas contratações de 0,7% de janeiro a junho deste ano Foto: Freepik

Uma indústria bilionária que continua em franca expansão, independentemente da crise econômica. Este é o setor nacional de seguros, que terminou o primeiro semestre de 2019 com uma arrecadação de R$ 125,4 bilhões, alta de 8,4% em comparação com igual período do ano passado. Trata-se do maior crescimento verificado na receita do setor desde 2015, de acordo com a Confederação das Seguradoras (CNseg).

Os números foram divulgados pela CNseg e não incluem a arrecadação do Seguro DPVAT (Seguro de Danos Pessoais Causados por Veículos Automotores de Vias Terrestres) e da Saúde Suplementar. O desempenho decorre da expansão de 5,5% do segmento de Danos e Responsabilidades e de 9,3% do segmento de Cobertura de Pessoas. No primeiro, tiveram destaque no semestre os seguros Marítimos e Aeronáuticos (32,4%); Crédito e Garantias (29,5%); Responsabilidade Civil (20,7%); Rural (11,9%); e Patrimonial (11,5%). Já o ramo de Automóveis, considerado a principal carteira de seguros de propriedade, apresentou queda de 0,7% no acumulado dos seis primeiros meses deste ano.

Previdência e saúde

No segmento de Pessoas, os Planos de Risco evoluíram 12,8%, enquanto os seguros VGBL (Vida Gerador de Benefício Livre) e PGBL (Plano Garantidor de Benefício Livre) subiram, respectivamente, 8,2% e 5,7%. Considerando os últimos 12 meses, o setor teve incremento de 3,1% sobre igual período anterior, encerrado em junho de 2018.

De acordo com a CNseg, a arrecadação do setor em junho alcançou R$ 21,9 bilhões, sem DPVAT e Saúde Suplementar, mostrando crescimento de 15,6% sobre junho do ano passado.

Os números do mês revelam queda de receita de 3,9% entre as apólices de Danos e Responsabilidades e, em contrapartida, alta de 27,4% nas coberturas de Pessoas, devido à recuperação mensal dos Planos de Acumulação (35,4%) e dos Planos de Risco (13,7%).