Ausência de Lei Seca foi positiva, afirma Abrasel

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A Associação Brasileira de Bares e Restaurantes no Ceará (Abrasel) avalia consumo liberado de bebidas na eleição "minimizou os prejuízos para o setor e sem ocorrências de vandalismo nas eleições"

A Associação Brasileira de Bares e Restaurantes no Ceará (Abrasel) avalia que a ausência de lei seca nas eleições deste ano teve um impacto positivo para o setor, minimizando os prejuízos que já vinham sendo acumulados pelos bares, restaurantes e similares desde o início da pandemia. Além disso, provou que as pessoas são conscientes de seu dever, uma vez que não foram registrados casos de vandalismo e violência. 

"Foi uma experiência muito positiva para o nosso setor, e a gente fica muito feliz que a Abrasel tenha sido ouvida, tendo a oportunidade de comprovar que a população, em sua maioria, age de forma responsável", afirma o presidente Rodolphe Trindade. 

Situação do setor

No Ceará, segundo a entidade, 42% dos estabelecimentos afirmam ter fechado o mês de setembro no vermelho e 40% das empresas faturaram abaixo do esperado.

Pesquisa nacional da Abrasel indica que a recuperação após a reabertura na maioria das cidades do País está melhor que a associação previa para o período, mas ainda desaponta muitos empresários.

Mais da metade (53%) dos donos de bares e restaurantes diz que suas empresas operam no prejuízo – e para 52% deles o faturamento está abaixo da expectativa na retomada. Em setembro, com a extensão do horário de funcionamento em algumas capitais, houve ligeira melhora nas receitas. Mesmo assim, 56% dos empresários dizem estar faturando menos da metade do que no mesmo período do ano passado.

Endividamento

A pesquisa, realizada nos 27 estados, apontou também um alto nível de endividamento das empresas. Nada menos que 62% disseram ter contraído empréstimos para sobreviver durante a crise – e outros 18% afirmam haver tentado, mas receberam negativa dos bancos. Quase um terço (30%) dos respondentes estima levar até dois anos para trazer as dívidas a um patamar normal ou aceitável.

No Ceará, dentre os associados que responderam a pesquisa, 42% afirmam ter fechado o mês de setembro no vermelho; 40% das empresas faturam hoje abaixo do esperado; 44% esperam equilibrar o caixa em até seis meses com o atual faturamento, enquanto outros 28% estimam levar até um ano. Por fim, 51% estão faturando menos da metade do que na mesma época de 2019. 

No quesito "endividamento", 65% fizeram novos empréstimos para manter o negócio. Outros 12% tentaram, mas tiveram negativa dos bancos. Um total de 42 estima levar até dois anos para trazer as dívidas a um patamar normal ou aceitável. 

Aumentos

Além disso, 60% têm a percepção de que os custos com mercadorias subiram mais de 15% em relação a antes da crise; 60% tiveram que aumentar os preços dos itens no cardápio. Destes, 57% aplicaram aumento entre 6% e 10%. Quase metade (49%) não pretende contratar funcionários. Dos que irão contratar, o aumento será de até 10% no quadro.