Hapvida promove projeto Laços com apoio a famílias na UTI Neonatal

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O projeto possui duas vertentes, uma voltada para acompanhar os familiares que esperam a saída do bebê da UTI, e outra para acompanhar os profissionais da saúde


A chegada de um bebê é, em geral, vista como um presente. Para pais e responsáveis, a saúde da criança é uma das principais preocupações na gestação e nascimento. Mas, às vezes, o bebê pode passar por complicações e dificuldades. “Ninguém quer ter um filho que vai para a UTI”, explica a psicóloga do Hapvida, Adriana Simões. “Mas, quando o bebê é prematuro ou nasce com uma doença, ele precisa ser tratado na UTI Neonatal”.

Foi o que aconteceu com a Anna Nayra, que nasceu com apenas 23 semanas de gestação e passou 98 dias na UTI Neonatal. A mãe, Nayany, conta que foram dias de tensão: “no começo foi muito difícil, a gente ficava muito apreensivo”. Mas ela também lembra, que foi o trabalho da equipe do hospital foi essencial para que a família não perdesse a esperança. “Graças a eles, hoje a Anna está em casa e a cada dia ela está se superando ainda mais”, comemora a mãe.

Foi a partir da observação desse setor como um espaço de pais aflitos e uma equipe de saúde que lida diariamente com bebês em recuperação, que a Adriana Simões deu início ao projeto Laços, uma iniciativa do Hospital Eugênia Pinheiro, do Sistema Hapvida, que busca dar auxílio psicológico para familiares com bebês na UTI e profissionais que lutam para preservar essas vidas recém-chegadas. Em cerca de um mês, desde que começou a funcionar, o projeto já atingiu cerca de 70 pessoas entre médicos, enfermeiros e pacientes.

Vertentes

O projeto possui duas vertentes, uma voltada para acompanhar os familiares que esperam a saída do bebê da UTI, e outra para acompanhar os profissionais da saúde. “Com os profissionais, nós buscamos aperfeiçoar os relacionamentos e minimizar as angústias”.

Cuidados

Para a coordenadora de enfermagem do Hospital Eugênia Pinheiro, Gabriela Vasconcelos, que também participou da concepção do Laços, o projeto cumpre um papel essencial. “Como é um setor crítico, que lida com o que tem de mais precioso, a chegada de um filho, o profissional precisa ser cuidado. É cuidar do cuidador. Ele é profissional, mas ele também vivencia muitas emoções durante o tratamento e a permanência da família na nossa unidade”.