Sem repasses do "Minha Casa" um caos se instala, diz CBIC

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A CBIC afirma que as empresas da construção que atuam no programa não estão podendo quitar os compromissos assumidos

No que classificou de situação insustentável, a Câmara Brasileira da Indústria da Construção (CBIC) fez um alerta sobre a situação do problema de contingenciamento de recursos para o programa Minha Casa, Minha Vida (MCMV). A entidade representativa maior do setor da construção civil afirma que o programa foi idealizado para quitar faturas em dois dias e as empresas calcularam seus custos dentro deste parâmetro.

Entretanto, até a última sexta-feira, 30 de agosto, os atrasos chegaram a mais de 60 dias. "É fim de mais um mês, e as empresas estão sem recursos para quitar seus compromissos assumidos. Desta forma, são trabalhadores que não recebem salários, fornecedores que não tem seus recebimentos atendidos, empresas sem crédito, um caos no Brasil", apontou a entidade em nota.

Ainda de acordo com a CBIC foram transmitidas as promessas recebidas do governo federal a todo mercado, mas elas não se concretizaram. O que tem sido informado é que existe uma liberação aprovada dependente de burocracia.

Empregos perdidos

"É inconcebível que, por falta de R$ 19 milhões de aporte do setor público, tenha-se deixado de contratar mais de R$ 5 bilhões. São milhares de empregos que foram perdidos neste período", diz a entidade representativa da construção civil.

Outro argumento é que o recente resultado do Produto Interno Bruto (PIB), mostrou a importância do setor para o crescimento da economia do País. A CBIC fez ainda novo "apelo à máquina pública para que entenda a gravidade da situação e providencie urgente a liberação de recursos".