Sindiverde-CE promove o debate sobre sustentabilidade

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O Sindiverde promove a Exporecicla@home2020, edição virtual do maior evento de sustentabilidade do Estado. A programação será totalmente online, nos dias 4 e 5 de novembro

O destino correto do lixo e a reciclagem, como fator de proteção ao meio ambiente, bem como nicho de mercado, permanecem um desafio. Ao mesmo tempo, trata-se de uma indústria de enorme potencial. 

O Sindicato das Empresas de Reciclagem de Resíduos Sólidos, Domésticos e Industriais no Estado do Ceará  (Sindiverde) promove a Exporecicla@home2020, edição virtual do maior evento de sustentabilidade do Estado. A programação será totalmente online, nos dias 4 e 5 de novembro.

Durante os dois dias, serão realizadas palestras, eco oficinas, além de programação infantil e educativa.


Para Marcos Albuquerque, diretor do Sindiverde, o uso da tecnologia permitirá uma participação ainda maior no evento. “Além de um grande time de convidados, estamos focando na qualidade das transmissões, para que a Exporecicla 2020 home ultrapasse as fronteiras do Estado e leve a discussão sobre sustentabilidade para todo o Brasil e até outros países”, aposta.

O Sindiverde

Criado em 1998, o Sindiverde um dos 40 sindicatos patronais ligados à Federação das Indústrias do Estado do Ceará (Fiec) e conta hoje com 60 empresas associadas, ligadas à indústria de reciclagem, incineradoras, consultoria ambiental, transformação e usinas de aterro. Desde 2018, o Sindicato tem como presidente o empresário Mark Augusto Lara Pereira.

Geração e coleta de resíduos

O Panorama dos Resíduos Sólidos de 2018/2019, última publicação da Associação Brasileira de Empresas de Limpeza Urbana e Resíduos Especiais (Abrelpe),  sintetiza os dados sobre geração, coleta, coleta seletiva e destinação final de resíduos sólidos urbanos (RSU) no País.a

A pequisa revela que, em 2018, foram geradas no Brasil 79 milhões de toneladas, um aumento de pouco menos de 1% em relação ao ano nterior. Desse montante, 92% (72,7 milhões) foram coletados. Por um lado, isso significa uma alta de 1,66% em comparação a 2017: ou seja, a coleta aumentou num ritmo um pouco maior que a geração.

Mas, evidencia que 6,3 milhões de toneladas de resíduos não foram recolhidas junto aos locais de geração. A destinação adequada em aterros sanitários recebeu 59,5% dos resíduos sólidos urbanos coletados: 43,3 milhões de toneladas, um pequeno avanço em relação ao cenário do ano anterior. O restante (40,5%) foi despejado em locais inadequados por 3.001 municípios.

Lixões

Portanto, 29,5 milhões de toneladas de RSU acabaram indo para lixões ou aterros controlados, que não contam com um conjunto de sistemas e medidas necessários para proteger a saúde das pessoas e o meio ambiente contra danos e degradações.

Para fazer frente a todos os serviços de limpeza urbana no Brasil, os municípios aplicaram mensalmente, em média, R$ 10,15 por habitante. Tais serviços empregaram diretamente, em vagas formais de trabalho, 332 mil pessoas no período – um recuo de 1,4% em relação a 2017. O mercado de limpeza urbana movimentou recursos correspondentes a R$ 28,1 bilhões no País, queda de 1,28% na comparação com o ano anterior.

Cobertura baixa no Nordeste

O Nordeste foi a região com menor índice de cobertura de coleta de RSU no País: seus 1.794 municípios geraram 53.975 toneladas em 2018, das quais 81,1% foram coletadas. Dos resíduos coletados, ao menos 6 em cada 10 toneladas vão para aterros controlados e lixões. Ou seja: mais de 28 mil toneladas por dia são depositadas em locais que podem causar poluição ambiental, com danos à saúde da população. 

Em 2018, os municípios da região aplicaram uma média mensal de R$ 8,52 por pessoa na coleta de RSU e demais serviços de limpeza urbana, o que movimentou aproximadamente R$ 6 bilhões no ano e gerou 96.531 empregos na região.