Inflação em Fortaleza sobe 1,35% em outubro; maior do País

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Em todos os grupos de produtos pesquisados pelo IBGE houve alta da inflação na Capital cearense. O consumidor está com o poder de compra menor, em meio à crise, masos preços não dão trégua Foto: Freepik

A elevação de preços vai a galope. A chamada  prévia da inflação, o Índice de Preços ao Consumidor Amplo 15 (IPCA-15), divulgado nesta sexta-feira (23/10) pelo IBGE, foi de 1,35% em outubro, na Região Metropolitana de Fortaleza, maior resultado desde fevereiro de 2016 (1,41%). No ano, a prévia da inflação acumulou alta de 3,81% e em 12 meses atingiu 4,78%.

Em outubro, o IPCA-15 subiu em todas as localidades pesquisadas. O maior resultado foi o da Região Metropolitana de Fortaleza (1,35%), puxado pelos preços do arroz (23,02%), das carnes (4,79%) e da gasolina (2,78%). Já a menor variação foi a da região metropolitana de Salvador (0,43%), por conta da queda nos preços da gasolina (-5,87%).

Alimentos e bebidas

Na RM de Fortaleza, os preços dos alimentos e bebidas pressionaram o indicador com a maior alta (2,86%). A maior contribuição veio dos produtos óleo de soja (26,88%), arroz (23,02%) e tomate (10,04%). Por outro lado, houve queda nos preços da cebola (-22,93%) e da batata-inglesa (-10,66%).

O grupo de artigos de residência subiram 2,23%, acelerando em relação a setembro (0,66%). As maiores altas foram nos itens ar-condicionado (5,32%), conserto de bicicleta (4,55%) e ventilador (4,08%).

O grupo dos transportes teve a terceira maior variação em outubro (1,42%), puxado pelas passagens aéreas, que subiram 31,88%. O segundo maior impacto veio da gasolina (2,78%), sua quarta alta consecutiva, embora menos intensa que no mês anterior (5,09%). Ônibus interestadual (-3,06%) e transporte por aplicativo (-2,82%) tiveram as principais variações negativas. Em Habitação (0,61%), o maior impacto veio dos itens cimento (5,62%) e água sanitária (5,04%). A energia elétrica subiu 0,58%.

Altas generalizadas

Todos os grupos tiveram variação positiva. Vestuário registrou 0,37%, após a alta de 0,84% em setembro. Saúde e cuidados pessoais registrou 1,34% após a redução de -0,55% em setembro. Despesas pessoais passou de -0,12% para 0,18%. Educação teve variação nula (0,01%), enquanto comunicação passou de 0,43% para 0,37%.