Informalidade é recorde e desemprego tem leve recuo

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Somente somando o número de trabalhadores desempregados com os informais o contingente bate 24,3 milhões de brasileiros Foto: Freepik

A informalidade no Brasil bate mais um recorde e afeta 11,7 milhões, mais de 40% da População Economicamente Ativa. A taxa de desemprego apresentou recuo, mas 12,6 milhões engrossam a fila em busca de uma ocupação formal. A economia está sendo incapaz de incluir esse enorme contingente que somado representa 24,3 milhões. Acrescente-se a isso, os desalentados, que desistiram de procurar uma vaga e os subutilizados, que gostariam de trabalhar mais, entretanto, não encontram oportunidade.

O problema teve uma pequena redução e a taxa de desemprego passou de 11,8% em julho. O índice é inferior aos 12,5% do trimestre encerrado em abril deste ano. O resultado da Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios (Pnad), divulgada nesta sexta-feira (30), no Rio de Janeiro, pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). A taxa também é inferior aos 12,5% do trimestre encerrado em abril deste ano e aos 12,3% de julho de 2018.
 
A população desocupada ficou em 12,6 milhões de pessoas no trimestre finalizado em julho, 4,6% abaixo do trimestre encerrado em abril (menos 609 mil pessoas), mas estatisticamente estável em relação a igual período de 2018.

Já a população ocupada ficou em 93,6 milhões de pessoas e chegou ao maior número da série histórica, iniciada em 2012. Os subutilizados superam 28 milhões.

O contingente é 1,3% maior (mais 1,22 milhão de pessoas) do que em relação ao trimestre encerrado em abril e 2,4% superior (mais 2,22 milhões de pessoas) do que o trimestre finalizado em julho do ano passado.