Complexo offshore vai gerar 2 mil empregos inicialmente

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Larry Wang, CEO da Mingyang Smart Energy Group, e Danilo Serpa, presidente da Complexo do Pecém, assinaram memorando de entendimento sobre a instalação do complexo eólico offshore na região

Foi assinado na manhã desta quarta-feira (21), em breve cerimônia realizada na sede do Complexo do Pecém, um memorando de entendimento com a multinacional chinesa Mingyang Smart Energy, que planeja instalar um complexo eólico offshore na
região do litoral do Pecém.

Na indústria de produção de energia eólica, o termo offshore se aplica a torres eólicas instaladas em alto mar, em águas não muito profundas e em locais afastados das rotas de tráfego marítimo.

Para se conectarem com a rede elétrica em terra, as torres são ligadas à costa através de cabos submarinos. A energia gerada é então enviada para centros de distribuição.

“Hoje o Complexo do Pecém possui empresas que contribuem diretamente com a matriz energética do Estado do Ceará. Agora, estamos iniciando os primeiros estudos de viabilidade entorno desse projeto pioneiro, um projeto de energia eólica offshore, o que é extremamente importante para o desenvolvimento e o consequente amadurecimento do setor de energias renováveis no Brasil”, afirma Danilo Serpa, presidente do Complexo do Pecém.

Segundo previsões iniciais, o empreendimento da multinacional chinesa deverá gerar aproximadamente 2 mil empregos durante sua fase inicial. De acordo com o titular da Secretaria do Desenvolvimento Econômico e Trabalho do Ceará (Sedet-CE), Maia Júnior, a expectativa é que o empreendimento da Mingyang esteja implantado até o ano de 2023.

Para se instalar no Ceará, a empresa levou em consideração fatores como localização geográfica estratégica, que assegura potencial para a geração de energia elétrica a partir de fontes renováveis, assim como a infraestrutura do Complexo do Pecém. O vice-presidente da Mingyang, inclusive, ressaltou a intenção do grupo chinês em transformar o Porto do Pecém em um hub de exportações para usinas eólicas offshore no Brasil e também no exterior.

Parceria

“Acreditamos que a Mingyang e o Pecém serão ótimos parceiros. Nesse momento iniciamos uma nova etapa do projeto com a assinatura de um memorando específico. Na próxima fase pretendemos fazer um piloto (teste) de implantação de turbina de eólica offshore e com isso será adquirido experiência em design, orçamento, construção e permissões legais para futuros projetos mais grandiosos", disse Larry Wang, vice-presidente da Mingyang Smart Energy Group.

A Mingyang está disposta a compartilhar essa experiência com o Estado do Ceará, com o Complexo do Pecém e com a indústria em geral. Esse deverá ser o nosso primeiro projeto do tipo offshore em toda a América Latina, por isso planejamos iniciar a construção já em 2022, acrescentou o empresário.

No último mês de setembro, o Governo do Ceará, que é acionista majoritário do Complexo do Pecém, já havia assinado um memorando com a Mingyang para formalizar a intenção de receber um complexo eólico offshore no Estado. Na ocasião, o governador Camilo Santana destacou o pioneirismo do Ceará na geração de energias renováveis. “Queremos retomar a nossa vanguarda”, afirmou, após a assinatura.

Também participaram, virtualmente, da cerimônia de assinatura do memorando, executivos da multinacional chinesa; da Secretaria do Desenvolvimento Econômico e Trabalho do Ceará (Sedet); e do Complexo do Pecém, além de representantes do Consulado-Geral da China no Recife.

Consulado chinês

“Mesmo na pandemia, os dois países têm bases profundas, necessidades grandes e futuros brilhantes na cooperação. Nesta cerimônia temos alguns objetivos principais: o primeiro é testemunhar o nascimento deste projeto de grande importância para a Mingyang Smart Energy, maior fabricante de aerogeradores da China. Quando o projeto estiver concluído, será o primeiro na América do Sul acumulando assim experiências valiosas na área de licenciamento, construção e cooperação”, enfatiza Yuqing Yan, cônsul Geral da China no Recife.