Turismo no CE salta 85,4% em agosto, mas ainda amarga perda

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O efeito pandemia gerou perdas significativas e existe uma variação negativa acumulada de 44,2% de janeiro a agosto de 2020 Foto: Regina Carvalho

Foi bastante elevado o percentual de crescimento das atividades turísticas no Ceará em agosto em relação a julho. O Estado liderou no País o indicador e anotou crescimento de 85,4%, mas trata-se de um resultado ainda distante de recuperar as perdas. 

O agregado especial da Pesquisa Mensal de Serviços do IBGE, aponta que no mês de julho foi anotada queda de 29,2%.

Assim, ao longo deste ano, existe uma variação negativa acumulada de 44,2%, de janeiro a agosto de 2020.

Efeito pandemia 

Reflexo do fato de que as medidas preventivas ao rápido espalhamento da Covid19 (como o estímulo ao isolamento social) terem atingido de forma mais intensa e imediata boa parte das empresas que compõem as atividades turísticas, principalmente de transporte aéreo de passageiros, restaurantes e hotéis que interromperam as atividades devido à pandemia. 

Queda acentuada

Frente a agosto de 2019, o volume de atividades turísticas cearenses caiu 49,1%, sexta taxa negativa seguida. Pressionado, principalmente, pela queda na receita de empresas que atuam nos ramos de restaurantes; hotéis; transporte aéreo; rodoviário coletivo de passageiros; serviços de bufê; agências de viagens; e locação de automóveis.

No País

Em agosto de 2020, no País, o índice de atividades turísticas cresceu 19,3% frente a julho, quarta taxa positiva seguida, período em que acumulou ganho de 63,4%. O segmento de turismo havia acumulado uma expressiva perda, entre março e abril (-68,0%).

As 12 unidades da federação onde esse indicador é investigado tiveram altas, com destaque para o Ceará (85,4%), Bahia (48,4%), Goiás (47,1%),  Paraná (28,8%), Minas Gerais (22,9%), São Paulo (15,8%), seguido por Rio de Janeiro (15,0%).

Frente a agosto de 2019, o volume de atividades turísticas no Brasil caiu 44,5%, sexta taxa negativa seguida, pressionado, principalmente, pela queda na receita de empresas que atuam nos ramos de restaurantes; hotéis; transporte aéreo; rodoviário coletivo de passageiros; serviços de bufê; agências de viagens; e locação de automóveis.

Nesse caso, o setor dos serviços de turismo recuou nas 12 unidades da federação onde o indicador é investigado, com destaque para São Paulo (-47,0%), Rio de Janeiro (-33,5%), Minas Gerais (-41,5%), Bahia (-59,6%), Rio Grande do Sul (-55,1%) e Pernambuco (-54,5%).

Acumulado

No acumulado do ano, o agregado especial de atividades turísticas caiu 38,8% frente a igual período de 2019, pressionado, sobretudo, pelos ramos de restaurantes; transporte aéreo; hotéis; rodoviário coletivo de passageiros; catering, bufê e outros serviços de comida preparada; e agências de viagens.

Houve quedas nos 12 locais investigados, com destaque para São Paulo (-40,4%), Rio de Janeiro (-32,1%), Minas Gerais (-37,6%), além de Bahia (-41,8%), Rio Grande do Sul (-45,5%) e Paraná (-37,5%).