Varejo cearense deve girar R$ 95 milhões no Dia da Criança

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O Dia da Criança é a terceira data mais importante do calendário do varejo nacional, atrás apenas do Natal e do Dia das Mães Foto:Freepik

O Dia da Criança deverá movimentar R$ 95 milhões no varejo cearense. No País, a cifra projetada é de R$ 6,2 bilhões. Uma data de grande importância, sobretudo em ano de pandemia. 

Ainda assim, a projeção da Confederação Nacional do Comércio de Bens, Serviços e Turismo (CNC), é que o volume de vendas voltadas para a data registre queda de 4,8% em relação ao mesmo período de 2019. Se confirmada, essa seria a primeira retração das vendas para a data desde 2016 (-8,1%), já descontada a inflação.

O Dia das Crianças é a terceira data mais importante do calendário do varejo nacional, atrás apenas do Natal e do Dia das Mães. 

Segmentos

Com alta esperada de 3,2%, o ramo de hiper e supermercados deverá movimentar R$ 4,4 bilhões (70,2% do total) e será o único a apurar avanço nas vendas para a data deste ano. Outros segmentos que costumam se beneficiar do aumento sazonal das vendas nesta época do ano tendem a amargar perdas, a saber: brinquedo e eletroeletrônicos (-2,5% ou R$ 1,3 bilhão); livrarias e papelarias (-9,9% ou R$ 48,1 milhões); e lojas de vestuário e calçados (-22,1% ou R$ 489 milhões).

Parte dos preços cai

Nos itens típicos desta data, a expectativa é que a variação média dos preços seja de +3,4% - menor, portanto, que no ano passado (+3,5%). Dos onze bens ou serviços pesquisados, cinco deverão estar mais baratos que no ano passado, destacando-se brinquedos (-7,5%) e itens de vestuário como sapato infantil (-5,8%) e tênis (-3,1%). Por outro lado, o serviço de lanches, cuja variação acumulada nos doze últimos meses encerrados em agosto, é de +9,5%, em outubro deverão estar 10,2% mais caros que em 2019.

Conjuntura

O travamento do mercado de trabalho, com desemprego em alta, aumento da informalidade e subutilização da força de trabalho, ainda é um desafio para o setor não apenas para esta data comemorativa, mas para as demais deste ano. A queda do auxílio emergencial a partir de setembro também deverá dificultar a retomada das vendas mesmo em um cenário de inflação e juros baixos. Segundo dados do Banco Central, a taxa média de juros nas operações com recursos livres às pessoas físicas se encontra 39,0% ao ano – menor taxa desde dezembro de 2012 (38,9% ao ano).