No Dia da Pequena Empresa maioria busca sobrevivência

fa
O presidente da Federação das Micro e Pequenas Empresas do Estado do Ceará, Edivaldo Nunes, afirma que quase 450 mil MPES do Ceará buscam se adequar à nova realidade da economia

No Dia da Micro e Pequena Empresa Brasileira (05/10), empresas de pequeno porte ainda buscam soluções de sobrevivência  devido os prejuízos acumulados nos últimos seis meses de pandemia.

Segundo o presidente da Federação das Micro e Pequenas Empresas do Estado do Ceará - Fampec-CE, Edivaldo Nunes, são quase 450 mil MPES do Ceará que buscam se adequar à nova realidade da economia e as suas novas tecnologias, como forma de driblar este momento tão desfavorável para todos os microempresários.

Ajustes

“A Fampec-CE incentiva os associados a fazerem os ajustes necessários nas adversidades e crise atual, adaptando-se aos novos modelos de negócios, ajustando custos e preservando empregos”.

Esperança

Para o presidente do Sebrae, Carlos Melles, com o Brasil ainda sob forte impacto negativo da pandemia do coronavírus, a data deve ser motivo sobretudo de esperança para o setor de pequenos negócios, tão duramente penalizado desde março com queda no faturamento, demissões e fechamento de unidades.

Há sinais animadores de reação em quase todos os 20 segmentos dos pequenos negócios acompanhados pelo radar das pesquisas periódicas feitas pelo Sebrae em parceria com a Fundação Getúlio Vargas (FGV) para mensurar a evolução durante a crise.

Em operação

Assim, na sétima rodada da enquete, realizada entre 27 e 31 de agosto, nada menos que 81% dos pequenos negócios já estavam operando com melhora geral no nível de vendas. No período mais crítico analisado, o mês de abril, a queda do faturamento chegou a 70% abaixo do normal. No final de agosto, ficou em 40% de perdas.

As empresas que funcionam em loja ou sala de rua vêm apresentando desempenho superior. Entretanto, para quem atua em locais onde pode ocorrer aglomeração, como feiras e shoppings populares, a redução no faturamento ainda era de 50%, quando comparado ao período anterior à pandemia. Em decorrência, os empresários devem ficar atento às mudanças no comportamento e hábitos do consumidor que, neste momento, está valorizando lugares mais abertos, com maior controle do fluxo de pessoas e oferta de melhores condições de higiene e segurança para a saúde.

Em outros itens da pesquisa, o quadro é também promissor. Cerca de12% das micro e pequenas empresas fizeram contratações nos 30 dias anteriores. A crise fez avançar a transformação digital: 67% das empresas estão vendendo por meio das plataformas de e-commerce, como os marketplaces e as redes sociais, sendo que 16% incorporaram essa inovação a partir da pandemia. Há também mais otimismo em relação ao retorno da maioria dos clientes. Em dois meses, dobrou a proporção de empresários na expectativade que pelo menos metade dos clientes retornariam em um mês.