300 empregados da UTE Pecém voltam à função gradualmente

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De março a agosto, a EDP UTE Pecém adotou medidas preventivas extraordinárias para proteger seus colaboradores e assegurar o fornecimento de energia à população

O setor energético foi uma área que não parou durante o auge da pandemia. Na Usina Termelétrica Pecém (UTE), da EDP, em São Gonçalo do Amarante/CE, quase 90% dos colaboradores trabalharam em home office entre março a agosto, a fim de prevenir o contágio pelo novo coronavírus.

Com a redução da taxa de crescimento da doença no estado, a empresa colocou em prática um plano de retomada gradual, permitindo o retorno dos funcionários em cinco fases, mediante um rigoroso protocolo de segurança. A usina da EDP gera o equivalente a 45% da energia consumida no Ceará.

Retorno seguro

Para o retorno seguro, a usina se preparou e montou um rígido protocolo de segurança: nas suas entradas, instalou câmeras térmicas capazes de identificar pessoas com alterações na temperatura corporal, mesmo se estiverem em grupo. Pneus de carros, sapatos e equipamentos que entram na usina (os de manuseio compartilhado) passam por higienização obrigatória. As áreas comuns também contarão com desinfecção constante.

Já dentro da UTE Pecém, dispositivos e totens de álcool em gel foram espalhados em pontos estratégicos. A sinalização interna foi modificada e todas as áreas de circulação (incluindo escadas) possuem marcações de locais de espera ou sentido único de fluxo. Os postos de trabalho ganharam adesivação específica para serem usados ou não e as salas de reuniões foram fechadas – permitindo, apenas, reuniões on-line ou em grupos pequenos, com uma distância mínima de 2 metros entre os participantes. No refeitório, estruturas de acrílico foram instaladas para separar as pessoas nas mesas. Fichas verdes e vermelhas indicam se as mesas estão higienizadas e prontas para o uso ou não.

Prevenção

De março a agosto, a EDP UTE Pecém adotou medidas preventivas extraordinárias para proteger seus colaboradores e assegurar o fornecimento de energia à população. Para isso, a empresa implementou o isolamento operacional, um regime especial de trabalho em que, durante 14 dias, profissionais da operação e manutenção ficavam totalmente isolados, em alojamento próximo à usina, mantendo contato apenas entre si. Para falar com familiares, somente por telefone (fixo ou celular), bem como, por aplicativos. Ao fim desse período, os trabalhadores retornavam para casa e, após a esterilização dos alojamentos, uma equipe diferente assumia para um novo período de operação.

“O objetivo da medida foi o de elevar o distanciamento social, reduzindo a exposição no transporte diário e diminuindo o risco de contágio. Além disso, com a divisão dos times, se alguém adoecesse em uma das equipes, haveria outros grupos de prontidão para substituí-los. Temos como primeiro princípio, a vida em primeiro lugar”, explica Lourival Teixeira.