Atividade turística no CE amarga queda acumulada de 43,5%

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Em julho de 2020, o índice de atividades turísticas no Ceará caiu 23%, após registrar crescimento de 16,6% em junho

A indústria e comércio já deram sinais de reação após passado o cenário mais crítico da pandemia no Ceará, mas o turismo continua amargando dificuldades.

Em julho de 2020, o índice de atividades turísticas no Ceará caiu 23%, após registrar crescimento de 16,6% em junho. Essa foi a queda mais intensa entre as 12 unidades da federação que pesquisadas na PMS.

No ano

Os dados são da Pesquisa Mensal de Serviços (PMS), divulgada nesta sexta-feira (11), pelo IBGE. No ano o indicador acumula perda de -43,5%, após queda em cinco meses seguidos, com mais intensidade entre os meses de março e abril, pois o isolamento social atingiu mais intensamente boa parte das empresas que compõem as atividades turísticas, principalmente, transporte aéreo de passageiros, restaurantes e hotéis.

No País

Regionalmente, nove das 12 unidades da federação tiveram movimento de expansão, com destaque para São Paulo (5,4%) e Rio de Janeiro (11,5%), seguido por Pernambuco (18,9%), Minas Gerais (5,5%) e Distrito Federal (15,4%). Em sentido oposto, Ceará (-23,0%) e Santa Catarina (-4,8%) exerceram os principais impactos negativos.

Na comparação julho de 2020 / julho de 2019, o índice de volume de atividades turísticas no Ceará caiu 65,3%, quinta taxa negativa seguida, pressionado, principalmente, pela queda na receita de empresas que atuam nos ramos de restaurantes; hotéis; transporte aéreo; rodoviário coletivo de passageiros; serviços de bufê; agências de viagens; locação de automóveis; e operadores turísticos.

Em termos regionais, todas as 12 unidades da federação pesquisadas tiveram recuo nos serviços voltados ao turismo, com destaque para São Paulo (-57,0%), seguido por Rio de Janeiro (-46,3%), Minas Gerais (-52,2%), Bahia (-72,7%), Rio Grande do Sul (-63,4%) e Paraná (54,8%). No acumulado de 12 meses, o índice registra queda de -24,6%.