Quais os setores cearenses do varejo que estão reagindo

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Hipermercados, supermercados, produtos alimentícios, bebidas e fumo tiveram alta de 8,6% nas vendas frente a julho de 2019 Foto: Regina Carvalho

O que cearense está levando nas compras? Mesmo com a elevação de preços de alimentos, remédios, são esses itens básicos que o consumidor está adquirindo. 

Hipermercados, supermercados, produtos alimentícios, bebidas e fumo tiveram alta de 8,6% nas vendas frente a julho de 2019, registrou a quarta taxa positiva consecutiva e a maior do ano nessa comparação.

O resultado do acumulado no ano, até julho (1,1%), comparado ao mês anterior (-0,1%), mostrou recuperação. Mas, no longo prazo, as dificuldades são sentidas e o indicador acumulado nos últimos 12 meses registra queda de 3,4% em julho, ainda assim uma diminuição no ritmo das perdas em relação aos meses anteriores nesta comparação.

Artigos farmacêuticos, médicos, ortopédicos e de perfumaria  apresentou aumento de 9,9% nas vendas frente a julho de 2019, registrando a segunda variação positiva consecutiva, na comparação com igual mês do ano anterior. Com isso, em termos de resultado acumulado no ano, ao passar de -7,3% até junho para -4,9% no mês de referência, o setor também mostra diminuição no ritmo das quedas. O mesmo se dá no indicador dos últimos doze meses, que passa de -3,9% até junho para -2,9% em julho.

Reações positivas

Móveis e eletrodomésticos, com variação de 2,5% no volume de vendas em relação a julho de 2019, registrou o primeiro mês do ano de 2020 de crescimento, na comparação interanual. No acumulado do ano, ao passar de -39,1% até junho para -32,5% até julho, o setor mostra diminuição no ritmo das quedas. O indicador acumulado nos últimos doze meses, passa de -10,6% até junho para -12,5% em julho, terceiro mês consecutivo de variações negativas.

Equipamentos e material para escritório, informática e comunicação  apresentou alta de 21,9% em relação a julho de 2019, a mais intensa, do ano de 2020. Tal resultado refletiu-se também no acumulado no ano até o mês de referência, que passou de -17,0% até junho para -11,3% até julho. O indicador acumulado nos últimos doze meses (-9,5%) reduz ritmo de queda nas vendas em relação ao resultado de junho (-12,0%).

Outros artigos de uso pessoal e doméstico, que engloba lojas de departamentos, óticas, joalherias, artigos esportivos, brinquedos etc., com o resultado de 6,8% no volume de vendas em relação a julho de 2019, mostrou ganho de ritmo em relação ao resultado de junho (-6,0%), registrando a maior contribuição positiva deste ano. O resultado do acumulado no ano, até julho (-20,6%), comparado ao mês anterior (-25,5%), ainda que no campo negativo, mostra trajetória ascendente desde maio (-29,3%). O indicador acumulado nos últimos doze meses registrou -10,6%, próximo à estabilidade, quando comparado com junho (-11,0%).

Material de Construção, com alta de 23,6% em relação a julho de 2019, contabiliza a segunda taxa positiva consecutiva, nessa comparação (13,9% em junho de 2020 contra junho de 2019). O indicador acumulado no ano até julho mostra -4,7%, a quarta variação negativa consecutiva. Entretanto, o indicador acumulado nos últimos doze meses indica ritmo ascendente ao passar de 2,8% em junho para 4,5% em julho.

Em baixa

Tecidos, vestuário e calçados com queda de 26,7% em relação a julho de 2019, registra a sexta taxa negativa na comparação com igual mês do ano anterior. Apesar disso, o indicador acumulado no ano até o mês de referência, ao passar de -48,2% em junho para -44,4% em julho, apresentou redução no ritmo de queda. Nos últimos doze meses, o setor registra -22,8% em julho, mais intenso no campo negativo que no indicador com referência até junho de 2020 (-19,9%), atingindo o menor ponto da série histórica, iniciada em dezembro de 2001.

Combustíveis e lubrificantes, com decréscimo de -4,3% no volume de vendas em relação a julho de 2019, exerceu a segunda maior contribuição negativa para o resultado total do varejo. O setor é um dos que mais tem sentido influência da atual pandemia de Covid-19, uma vez que a circulação reduzida de pessoas e veículos teve reflexo nas vendas de combustíveis. No acumulado do ano, o setor registrou -17,7% até julho. No entanto, o indicador anualizado, acumulado nos últimos doze meses, mostra ascensão da perda de ritmo (-9,6%) em relação ao mês anterior (-9,3%).

Veículos, motos, partes e peças, ao registrar variação de -5,4% em relação a julho de 2019, assinalou o sexto recuo consecutivo, exercendo, assim, a maior contribuição negativa no resultado do mês para o varejo ampliado. No entanto, a análise pelo indicador acumulado no ano até julho, -14,6%, mostra ligeiro ganho de ritmo comparado ao mês de junho -16,3%. Nos últimos doze meses, porém, houve intensificação na trajetória descendente ao registrar -3,6% até julho em relação ao acumulado até junho (-1,3%).

Livros e papelaria

Livros, jornais, revistas e papelaria  teve alta 5,2% frente a julho de 2019, primeira variação, no campo positivo, desde o início da pandemia de Covid-19, chegando a registrar -95,6% em maio de 2020 comparado ao mesmo mês do ano anterior. O indicador acumulado no ano, -23,3% até julho, demonstra diminuição com relação ao mês anterior (-26,7% até junho). O indicador anualizado, acumulado nos últimos doze meses, ao passar de -18,7% para -18,4%, aponta estabilidade, permanecendo no campo negativo desde março de 2012 (-0,9%).