Chocolate continua presente em 73% dos lares na pandemia

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Apesar do percentual de presença nos lares ter se mantido no primeiro semestre, o volume médio de chocolate consumido por lar no País foi de 3,8 quilos, apreentou uma queda de 11,8% Foto: Freepik

O total de lares com consumo de chocolate ficou em 73% no 1º semestre deste ano, mesmo percentual alcançado em igual período  do ano passado. Os consumidores também mantiveram a frequência que foram aos pontos de venda comprar o produto.

Entre as categorias de produtos incluídas estão tabletes e bombons, por exemplo, de acordo com análise encomendada pela Associação Brasileira da Indústria de Chocolates, Amendoim e Balas (Abicab) ao Instituto Kantar.

Quantidade

O volume médio de chocolate consumido por lar foi de 3,8 kg, retração de 11,8% na comparação com o 1º semestre do ano anterior, atribuída à queda geral do consumo fora do lar. A quantidade de vezes em que o consumidor foi ao ponto de venda para comprar chocolate no semestre não apresentou alteração, ficando em 4,4 vezes. 

“Apesar da retração no volume, esperada em função do cenário, o hábito de consumo se mantém, o que é importante para a retomada”, diz o presidente da Abicab, Ubiracy Fonsêca.

Produção menor

As indústrias se ajustaram à demanda e produziram menos no semestre. De acordo com levantamento da Abicab, a produção de chocolates foi de 216 mil toneladas, 22% menor em relação ao mesmo período de 2019. Em relação aos canais de compra, análise da Kantar indica que o autosserviço (mercado), que representou 36,6% do volume no semestre, ganhou 3,3 milhões de novos lares, indicando mudança para um modelo de compra de abastecimento.

O crescimento neste canal foi puxado especialmente pelo pequeno varejo. O consumo do produto no 1º semestre esteve concentrado na Classe AB (30%), shopper acima de 40 anos (63%) e em lares com filhos (monoparentais 28% e casais com crianças ou pré-adolescentes com 38%).

“As embalagens maiores são privilegiadas nesse contexto, pois o perfil de público atual busca os produtos que favorecem as situações de compartilhamento, o que difere da situação pré-pandemia, em que o consumo fora de casa favorecia as porções individuais. A indústria acompanha essas mudanças e possui um amplo portfólio para atender as necessidades do consumidor”, explica Fonsêca.

A indústria

A indústria brasileira nestes setores fatura cerca de R$ 28 bilhões e gera mais de 37 mil empregos diretos. A entidade, que representa atualmente 92% do mercado de chocolates, 93% do mercado de balas e confeitos e 62% do mercado de amendoim, tem como objetivo central desenvolver, proteger e promover as indústrias associadas, estimulando ações para o fomento dos mercados interno e externo nestes setores, bem como o consumo responsável dos produtos. A Kantar, realizadora do levantamento, é líder global em dados, insights e consultoria.