Após 4 meses negativos, CE tem maior saldo de emprego do NE

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Todos os setores apresentaram geração de vagas. A construção civil (2.642) e a indústria (2.103), mas o comércio (871) e a agropecuária (580) Foto: Governo do Ceará

Após quatro meses de fechamento de vagas - de março a junho -, o Ceará voltou a gerar empregos formais em julho e apresentou a maior saldo do período no Nordeste, com 5.727 criados com carteira assinada.

Os números do Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (Caged), foram divulgados nesta sexta-feira (21) pelo Ministério da Economia.

O desempenho cearense destaca-se como o melhor saldo do Nordeste, para o mês, seguido dos estados do Maranhão (4.919) e Pernambuco (4.624), resultado das 25.702 admissões e 19.975 demissões realizadas em todo o Estado. 

Setores

O comportamento foi proveniente da expansão do emprego principalmente nos setores da construção civil (2.642) e indústria (2.103), mas o comércio (871) e a agropecuária (580) também registraram saldos positivos. Somente o setor de serviços apresentou uma redução de 469 postos de trabalho.

Resultado positivo

De acordo com o secretário do Desenvolvimento Econômico e Trabalho, Maia Júnior, esse é um resultado extraordinário diante do cenário de pandemia que vivemos. “Os dados são resultado do acerto das medidas importantes que o governador Camilo Santana vem gerenciando nesse período de pandemia. Estamos cuidando da saúde, em primeiro lugar, sem esquecer da economia, garantindo emprego aos cearenses”.

Para o secretário executivo do Trabalho e Empreendedorismo da Sedet, Kennedy Vasconcelos, “isso significa que estamos atuando intensamente com o objetivo de minimizar os impactos adversos da pandemia, cujos números apresentados no mês passado sinalizam um movimento de retomada da economia do estado, o que reflete o saldo positivo de empregos registrado”.

“Em julho, o Ceará apresentou uma expansão dos empregos com carteira assinada, demonstrando a seriedade do Plano de Retomada da Economia, elaborado em parceria com a sociedade”, analisa o presidente do Instituto de Desenvolvimento do Trabalho (IDT), Gilvan Mendes.

Apesar da reação, de janeiro a julho de 2020,diante dos impactos da pandemia de Covid19, o Ceará eliminou 37.474 empregos formais, o nono estado brasileiro com mais perdas de vagas.