Conselho de empresários defende 10 medidas pela Amazônia

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Conselho formado por empresas que detém fatia de 45% do PIB entregou agenda ao governo solicitando  agenda pela sustentabilidade Foto: Freepik

Uma parte da classe empresarial brasileira entende claramente qual o efeito danoso também nos negócios que a progressão de queimadas e desmatamento na Amazônia implica. O Conselho Empresarial Brasileiro para o Desenvolvimento Sustentável (CEBDS), em nome de suas empresas associadas que representam faturamento equivalente a 45% do PIB nacional, defende o aprimoramento dos sistemas de controle e monitoramento para zerar o desmatamento ilegal no curto prazo na floresta brasileira e em todos os biomas, além de também reduzir o desmatamento legal.

Para o CEBDS, o controle do desmatamento é a opção de menor custo, nas esferas privada e social, para a redução de emissões de Gases do Efeito Estufa no Brasil. Aliar instrumentos financeiros, inclusive precificação de carbono e mecanismos internacionais de compensação financeira, é fundamental para a viabilidade de tais estratégias.

Essa é uma das 10 propostas entregues ao atual Governo numa Agenda CEBDS para um País Sustentável, alinhada no Conselho de Líderes do CEBDS, que conta com a participação dos CEOs de 60 grandes grupos empresariais do País.

O CEBDS também "defende que, além de evitar os custos de mitigação para setores produtivos, combater o desmatamento precisa estar no centro da agenda estratégia não só de governos, mas do País, para o enfrentamento da mudança do clima e por todos os benefícios decorrentes da conservação dos biomas brasileiros, como as oportunidades de negócios da bioeconomia, e da valorização do patrimônio histórico cultural brasileiro".

Produção x preservação

Por fim, a entidade destaca ser preciso frisar mais uma vez que não existe controvérsia entre produzir e preservar. As empresas de vanguarda em todos os setores produtivos, especialmente no agronegócio brasileiro, já reconhecem o caminho do desenvolvimento sustentável e as boas oportunidades de negócios geradas a partir das melhores práticas no âmbito social e ambiental.