Compra online dispara 105%, mas fraudes crescem 15%

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O valor médio das compras no e-commerce no primeiro semestre ficou em R$ 302,22,  abaixo da média de 2019, como mostrou o Raio-X da Fraude, o brasileiro gastou em média R$ 472,73 nas compras on-line

Mais gente em casa e o comércio eletrônico disparou.  O volume de compras online no momento em que o isolamento social foi flexibilizado em muitas regiões brasileiras ainda foi quase 105% maior do que no período pré-pandemia do novo coronavírus. Mas, a taxa de tentativas de fraude também avançou em cerca de 15%.

Enquanto milhares de brasileiros migraram compras para o virtual, tanto varejistas como consumidores, os fraudadores também seguiram a corrente. A exemplo dos pedidos bons, as tentativas de compras ilegítimas também dispararam na primeira metade do ano. Portanto, se preocupar com a segurança no ambiente virtual se tornou ainda mais fundamental.

Mudanças no consumo

Estas são só algumas das conclusões após analisados mais de 123 milhões de pedidos que passaram pelos sistemas da Konduto no desafiador primeiro semestre de 2020.

O período foi entre 1º de janeiro e 30 de junho de 2020 e foram feitos em mais de 4 mil lojas virtuais dos mais diversos segmentos que usam o nosso antifraude.

Os saltos no número de pedidos online vieram nos dois meses seguintes: abril teve 49,73% a mais de vendas nesse formato que março, enquanto que maio registrou um crescimento de 36,25% em relação a abril. Foi só em junho que houve a primeira queda em comparação ao mês anterior (de 10,85%), o que coincidiu com a reabertura do comércio físico e a flexibilização da quarentena em algumas regiões. Ainda assim, o aumento do e-commerce em junho quando comparado a janeiro é de 119,45%.

Gastos

Importante ressaltar que o brasileiro fez mais compras on-line, mas não necessariamente gastou mais, o que reflete o impacto econômico da pandemia no bolso de muitos. O mês com maior ticket médio foi janeiro (R$ 358,09). A partir daí, houve queda nos três meses seguintes (em abril, o valor ficou em R$ 262,26, o menor do semestre). Depois, datas sazonais como Dia dos Namorados e Dia das Mães colaboraram para uma recuperação (em junho, o ticket médio foi de R$ 308,53).

O ticket médio das compras no e-commerce no primeiro semestre ficou em R$ 302,22. Um número abaixo da média – em 2019, como mostrou o Raio-X da Fraude, o brasileiro gastou em média R$ 472,73 nas compras on-line. Mas agora foram milhões de pedidos a mais.

Fraudes

Criminosos cibernéticos estão tentando capitalizar com a pandemia desde que a crise começou – principalmente com golpes de phishing, engenharia social e invasão de contas. Com os números consolidados do primeiro semestre, também podemos concluir que as tentativas de fraude às lojas virtuais cresceram.

Março registrou a maior taxa de tentativas de fraude no semestre – 3,99%. Ou seja, a cada 100 compras feitas no Brasil no mês em que todo o ecossistema do e-commerce começava a se preparar para o volume maior de pedidos, 4 tiveram origem ilegal.

O ano havia começado com taxas dentro da normalidade (janeiro com 2,78% e fevereiro com 3,05%). Houve queda de 28% nas tentativas de fraude de março para abril, quando o índice ficou em 2,85%. Nos dois meses seguintes, porém, novos avanços – para 3,59% em maio e 3,89% em junho. Para resumir melhor o cenário: a taxa de tentativa de fraudes no semestre ficou em 3,49%. Quando comparamos janeiro a junho, o índice cresceu cerca de 25%.

O ticket médio dos pedidos fraudulentos do e-commerce no primeiro semestre ficou em R$ 641,38 – no ano passado, para efeito de comparação, ele girou em torno de R$ 790. Ainda assim, o valor foi mais que o dobro do que os consumidores bons gastaram na primeira metade deste ano (os criminosos historicamente visam produtos de alto valor agregado e poder de revenda, e isso não mudou na pandemia).