Endividamento estabiliza e inadimplência cai em Fortaleza

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O consumidor está mais cauteloso e quem pode tem pago suas pendências financeiras. A taxa de inadimplência recuou em comparação ao mês anterior, chegando a 13,9% Foto: Freepik

O último mês do primeiro semestre do ano mostra que a população de Fortaleza estabilizou o patamar de endividamento em 74,7%. De acordo com a Pesquisa do Endividamento do Consumidor de Fortaleza, o percentual é o mesmo do mês de maio. Em comparação a junho de 2019, houve um aumento de 18,1 pontos percentuais.

O maior nível de endividamento em 13 meses aconteceu em abril deste ano, quando  o indicador atingiu 83,1%.

Inadimplência

Enquanto isso, a taxa de inadimplência recuou em comparação ao mês anterior, chegando a 13,9%. Já os consumidores que não terão condições de pagar suas dívidas, os chamados inadimplentes, são 13,9% neste mês, conforme a pesquisa é realizada pelo Instituto de Pesquisa e Desenvolvimento do Ceará (IPDC) da Fecomércio-CE. Comparado ao mês de maio, essa taxa apresentou uma queda de 0,7 ponto percentual.

A inadimplência é maior entre os consumidores com renda familiar menor que cinco salários mínimos, predomínio do sexo masculino, com faixa etária entre 25 a 34 anos e nível de educação fundamental. O principal motivo das dívidas em atraso é a inexistência de controle de rendimentos /gastos.

Dívidas em atraso

Já os consumidores com dívidas em atraso apresentaram um recuo no mês de junho de -1,1 pontos percentuais em relação ao mês de maio (27,1%) chegando a 26,0%. O trimestre de abril a junho deste ano, mostrou uma oscilação dos consumidores com dívida em atraso contribuindo para uma média trimestral de 26,1%.

Segundo a pesquisa, uma das causas principais quanto às dívidas em atraso é o adiamento dos pagamentos, transferindo esse valor para outras finalidades, segundo 60,6% dos entrevistados. O estudo aponta ainda que 33,5% dos entrevistados possuem dívidas em atraso acima de 90 dias.

Esse contexto contribui para um desequilíbrio financeiro nas contas pessoais, e tem como causa principal a falta de planejamento orçamentário, conforme 47,6% dos consumidores, os quais alegaram que não fizeram orçamento e controle dos rendimentos e gastos, ou se fizeram, foi de modo ineficaz; seguido da redução dos rendimentos (26,9%); aumento de gastos essenciais ou surgimento de novas necessidades (24,7%), desemprego
(23,1%), dentre outros.

Por gênero

De acordo com o levantamento, os homens apresentam índices de endividamento mais elevados (77,5%); e pessoas na faixa etária de 25 a 34 anos (83,6%), com escolaridade de nível fundamental (78,7%), e com nível de renda menor que cinco salários mínimos (77,3%).Inadimplência