149,6 mil declarações do IR no Ceará são esperadas em 6 dias

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São esperadas, de acordo com a Superintendência da Receita Federal no Ceará, 650 mil declarações até o prazo final de 30 de junho, que já foi elastecido diante da pandemia de Covid19 

Caso a expectativa da Receita Federal em relação ao número de contribuintes Pessoa Física se concretize, pelo menos 149,6 mil cearenses ainda precisam fazer a declaração do Imposto de Renda em até seis dias.

São esperadas, de acordo com a Superintendência da Receita Federal no Ceará, 650 mil declarações até o prazo final de 30 de junho, que já foi elastecido diante da pandemia de Covid19. Até às 13h29 desta quarta-feira (24), o fisco federal havia recepcionado no Ceará 500.350 declarações.

Atente ao prazo

O prazo para que os contribuintes possam juntar os recibos, preencher e enviar o documento termina às 23h59, horário de Brasília, do próximo dia 30 de junho de 2020. Em todo o território nacional, o governo espera receber cerca de 32 milhões de declarações. 

A Declaração do Imposto de Renda é obrigatória para quem recebeu rendimentos tributáveis superiores a R$ 28.559,70 no ano passado, o equivalente a R$ 2.196,90 por mês, incluído o décimo terceiro salário. A multa por atraso de entrega é estipulada em 1% ao mês-calendário até 20%. O valor mínimo é R$ 165,74.

Arrecadação no Estado despenca

A arrecadação de Tributos e Contribuições Federais administradas pela Receita Federal no Ceará totalizou, em maio/2020, o montante de R$ 1.006.917.861, correspondendo a um decréscimo de 39,36%, em comparação a maio/2019. No acumulado do ano, entre os meses de janeiro a maio, a arrecadação do estado alcançou o valor de R$ 7.814.437.201, representando um decréscimo nominal de 10,25%, em relação ao mês de maio de 2019.

Em termos nacionais, o valor arrecadado pela RFB, em maio de 2020, foi de R$ 76.139 bilhões, representando um decréscimo real (IPCA) de 32,52%, enquanto que no período acumulado de janeiro a maio de 2020, a arrecadação alcançou R$ 552.950 bilhões, registrando decréscimo real (IPCA) de 12,18%.

A arrecadação do corrente mês sofre os impactos da crise do novo coronavírus e dos efeitos decorrentes da paralisação das atividades. O fechamento das lojas e principais estabelecimentos, exceto aqueles considerados essenciais, afeta o consumo e, consequentemente o faturamento e lucratividade das empresas, com reflexo negativo sobre a arrecadação. Além disso, outras medidas foram tomadas para combater a crise, entre elas o diferimento do prazo de pagamento de tributos, desoneração temporária de Imposto de Importação de diversos bens e postergação na entrega da DIRPF e do recolhimento dos tributos correspondentes.

Setores

A maioria dos Setores Econômicos no Estado do Ceará mostraram desempenho negativo na arrecadação do corrente mês, destacando-se os setores da “Indústria de Transformação” e “Comércio; Reparação de Veículos Automotores e Motocicletas”. A rubrica “Não se Aplica” que aparece em 3º no quadro entre as maiores quedas, refere-se a recolhimentos de Pessoa Física. Em sentido inverso e mostrando resiliência, os setores de “Atividades Profissionais, Científicas e Técnicas” e “Indústrias Extrativas” cresceram.

A compensação de tributos, que no mês anterior havia subido forte, decresceu -25,33% na comparação maio2020 x maio2019. Os tributos com as maiores reduções foram Cofins e PIS, explicado pela postergação do pagamento desses tributos, fator que impede a compensação no mês. No acumulado de janeiro a maio, ainda apresenta aumento nas compensações de 49,98%.