Atividade turística no Ceará amarga queda histórica de 52,9%

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Desde 2011,quando o levantamento do IBGE iniciou,o turismo cearense não registrou uma queda tão intensa e aguda quanto em abril de 2020

É uma situação muito difícil para um Estado como o Ceará, com a vocação para receber visitantes. O Índice de atividades turísticas registra a maior queda da série no Estado, desabando 52,9% em abril deste ano,em meio à pandemia do novo coronavírus.

A retração frente a março de 2020 foi a mais intensa da série histórica (iniciada em janeiro de 2011). As medidas de estímulo ao isolamento social, atingiram de forma aguda e imediata boa parte das empresas que compõem as atividades correlatas ao turismo, principalmente, transporte aéreo de passageiros, restaurantes e hotéis.

Generalização

Regionalmente, todas as 12 unidades da federação acompanharam o movimento de retração observado no Brasil (-54,5%), com destaque para Rio Grande do Sul (-63,9%), Bahia (-63,1%) e Pernambuco (-60,9%). Na comparação com abril de 2019,houve retração de 73,7%, segunda taxa negativa seguida. No acumulado de janeiro a abril de 2020,o agregado especial de atividades turísticas mostrou queda de 23,6% frente a igual período de 2019.

Serviços com queda recorde

Também em abril de 2020, o volume de serviços no Ceará caiu 21,8% frente a março, na série com ajuste sazonal. Este é o resultado negativo mais intenso desde o início da série histórica (janeiro de 2011). Ficou quase acima do dobro da média do País,que anotou uma retração de 11,7% .

Na série sem ajuste sazonal, no confronto com abril de 2019, o volume de serviços no Estado recuou 26,3% em abril de 2020, terceira taxa negativa seguida. No acumulado do ano, o volume de serviços caiu 7,1% frente a igual período do ano anterior. No acumulado nos últimos doze meses, ao recuar 0,3% em abril de 2020, mostrou perda de ritmo frente a janeiro (1,0%), fevereiro (1,2%) e março (1,6%).

Por setor

Os destaques foram para as quedas registradas em serviços prestados às famílias (-64,8%) e em transportes, serviços auxiliares aos transportes e correio (-44,8%). Também apresentaram resultados negativos serviços profissionais, administrativos e complementares (-19,1%) e serviços de informação e comunicação (-1,6%). Apenas outros serviços apresentou variação positiva (19%).

No índice acumulado do primeiro quadrimestre de 2020,frente a igual período de 2019, o setor de serviços recuou 7,1%, com queda em quatro das cinco atividades de divulgação e com expansão apenas em outros serviços (15,3%). Entre os setores em queda, os serviços prestados às famílias (-24,8%) exerceram a influência negativa mais relevante.

Os demais recuos vieram de serviços profissionais, administrativos e complementares (-9,9%), de transportes, serviços auxiliares aos transportes e correio (-4,4%) e de informação e comunicação (-0,9%).