Novos comportamentos que vieram para ficar no pós-Covid

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Levantamento mostra tendências e como as pessoas têm superado medos e incertezas e a expectativa na retomada das atividades econômicas em virtude da pandemia do novo coronavírus Foto: Freepik

Mais tempo dedicado à família e aos filhos (45%), aumento das compras no e-commerce (30%),maior uso do delivery (28%), aumento do trabalho na modalidade home office (27%)e redução das viagens (37%). Essas são as tendências do comportamento de clientes de bancos.  O levantamento foi feito pela Federação Brasileira de Bancos (Febraban), considerando a situação pós-Covid19. 

O Observatório Febraban mapeia a visão da população sobre os temas que impactam o Brasil. Nesta pesquisa, a Febraban busca identificar como as pessoas têm superado medos e incertezas na retomada das atividades econômicas no País em virtude da pandemia do novo coronavírus.

Finanças

Ainda segundo a pesquisa quase a metade (49%) dos entrevistados acredita que suas finanças voltarão ao patamar de antes da pandemia de covid-19 em até um ano. Destes, 21% apostam que a retomada poderá se dar ainda mais rápida, em até seis meses.

O Observatório aponta otimismo entre a população bancarizada brasileira sobre a perspectiva de retomada financeira individual e familiar. Existe, por exemplo, intenção de manter ou aumentar a frequência aos supermercados em 78% dos pesquisados. Outros negócios também registram intenções elevadas de continuar ou elevar a frequência, como salões de beleza (66%), comércio de rua (55%), bares e restaurantes (47%) e shoppings (47%).

Realizada pelo Instituto de Pesquisas Sociais, Políticas e Econômicas (Ipespe), a primeira edição do novo Observatório Febraban ouviu amostra de mil pessoas representativa da população adulta bancarizada, de todas as regiões do país, entre os dias 1º e 3 de junho.

Consumo

Esses indicadores otimistas também se revelam em uma série de intenções de consumo – “uma pista de que existe uma demanda reprimida, que pode ajudar em uma recuperação mais rápida da economia”, afirma Isaac Sidney, presidente da Febraban.

A pesquisa mostra que

• 58% dos entrevistados pretendem manter ou aumentar seu volume de compras;
• 60% também querem manter ou elevar seu uso do cartão de crédito;
• 15% planejam usar crédito bancário na compra de material de construção para reformar seu imóvel;
• 15% têm intenção de financiar a compra de imóveis, apontando o potencial desse mercado;
• 14% dizem também que irão contratar financiamento para adquirir carros e motos

O levantamento vai além e mostra que há boas perspectivas para o comércio. Existe, por exemplo, intenção de manter ou aumentar a frequência aos supermercados em 78% dos pesquisados. Outros negócios também registram intenções elevadas de continuar ou elevar a frequência, como salões de beleza (66%), comércio de rua (55%), bares e restaurantes (47%) e shoppings (47%). “Sinal que pode haver um respiro a caminho dos varejistas”, complementa Isaac Sidney.