E-commerce salta 71% e fatura R$ 27,3 bilhões em 90 dias

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Apesar de mais compras, há também mais cautela com o comércio online neste ano. O tíquete médio apurado neste ano foi de R$ 395,80, valor 6,1% menor que o de igual período de 2019 Foto:Freepik

O isolamento social fez com que muitos passassem a consumir todo tipo de itens pela internet. O hábito ganhou força tão expressiva que fez o e-commerce crescer 71%, faturando R$ 27,3 bilhões. O estudo compara o período de 24 de fevereiro a 24 de maio deste ano com o mesmo intervalo em 2019. 

O aumento na cifra está relacionado ao maior número de compras realizadas durante o período: ao todo, foram 68,9 milhões – aumento de 82,1% em relação a 2019. os números são de levantamento do Compre&Confie.

Valor menor

Apesar de comprarem mais, os brasileiros estão mais cautelosos com o e-commerce este ano. O tíquete médio apurado este ano foi de R$ 395,80, valor 6,1% menor do que o registrado no mesmo período do ano passado.

“Esse comportamento revela a mudança nas prioridades do consumidor durante a quarentena. Hoje, os brasileiros estão fazendo compras recorrentes de itens mais baratos e de necessidade diária, em detrimento de compras únicas de segmentos de maior tíquete médio. Alguns segmentos tradicionalmente importantes nas vendas online e que dependem muitas vezes de ambientes ao ar livre estão perdendo força nas últimas semanas como Câmeras, Filmadoras e Drones”, explica Dias.

Mais comprados

De fato, a análise da companhia a respeito das categorias que apresentaram maior variação de crescimento mostra que Cartões-presente (+610%), Alimentos e Bebidas (+222%), Instrumentos Musicais (+187%), Brinquedos (+170%) e Papelaria (+159%) ocuparam a liderança no período.

Ao mesmo tempo, uma análise individual de produtos líderes em crescimento mostra que os mais vendidos foram: Gel Antisséptico (+14221%), roupas de baixo para crianças (+6922%), Pijamas (+3874%), Toalha Infantil (+3791%) e Toalha de Mesa (+3574%).