42,2 mil pessoas foram demitidas somente em abril no Ceará

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O saldo de abril do emprego formal no Ceará, ou seja, a diferença entre admissões e desligamentos é de menos 29.870 postos de trabalho em abril Foto: Freepik

O Ceará registrou, somente em abril de 2020, 42.270 demissões de trabalhadores com carteira assinada. No primeiro quadrimestre do ano foram 142.265 desligamentos no Estado, de acordo com o Ministério da Economia.

A situação dá apenas o começo da dimensão do problema no mercado de trabalho diante dos impactos do Covid19. Ao longo do ano foram 116.666 contratações no Estado, frente aos 142.265 cortes.

Os dados do Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (Caged) foram divulgados nesta quarta-feira (27). O saldo de abril foi o pior da série histórica iniciada em 1992. O saldo do emprego no Ceará, ou seja, a diferença entre admissões e desligamentos é de -29.870 postos de trabalho em abril, o 8º no ranking de perdas no País e o segundo do Nordeste, já que a Bahia teve um saldo de 32.482 empregos a menos. 

Considerando a variação relativa o Ceará ficou na pior situação que a média do Nordeste e do País, com uma queda de 2,61%, enquanto a região teve um recuo de 2,02% e o Brasil - 2,21%. 

Brasil

Em todo o País, as demissões superaram as contratações com carteira assinada em 860.503 postos de trabalho, em abril. Foram 1.459.099 desligamentos e 598.596 contratações. Para o Ministério da Economia, os dados mostram que a queda no número de contratações contribuiu de forma expressiva para o saldo negativo de empregos formais.

Enquanto as demissões tiveram um incremento de 17,2%, as admissões caíram 56,5% na comparação com abril de 2019. Em valores nominais, São Paulo teve o pior desempenho, com saldo negativo (mais demissões do que contratações) de 260.902. O estado é seguido por Minas Gerais com 88.298 demissões (descontadas as contratações); Rio de Janeiro, 83.626, e Rio Grande do Sul, 74.686.

De janeiro a abril de 2020 foram 4.999.981 admissões e 5.763.213 demissões no País, com resultado negativo de 763.232. As admissões caíram 9,6% e as demissões subiram 10,5% no período, comparado ao primeiro quadrimestre de 2019. O salário médio real de admissão no Brasil passou de R$ 1.496,92 em abril de 2019 para R$ 1.814,62 no mês passado.