Fortaleza apura maior deflação do País no IPCA-15 de maio

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Fortaleza registrou a maior queda de preços desde agosto de 2018, quando a variação mensal foi de -0,25%. Mas, no ano, o IPCA-15 acumula alta de 1,58% e, em 12 meses, de 3%, a maior do País

Na primeira quinzena de maio, o chamado IPCA-15 registrou -0,23%, na Região Metropolitana de Fortaleza (RMF).  O menor nas 16 localidades pesquisadas no País. Mas, no acumulado de 12 meses, a Capital cearense desponta com a maior inflação. 

A demanda caiu para boa parte do conjunto de preços que formam o indicador,com os consumidores concentrando suas compras em itens essenciais. A alimentação, portanto, não deu trégua nos preços.

Em abril, o indicador de inflação contra 0,02% em abril, na RM de Fortaleza. Essa foi a maior queda desde agosto de 2018, quando a variação mensal foi de -0,25%. Foi a menor queda entre as regiões incluídas na pesquisa. No ano, o IPCA-15 acumula alta de 1,58% e, em 12 meses, de 3%.

Influências

Dos nove grupos de produtos e serviços pesquisados, quatro apresentaram deflação em maio. Os Transportes registraram a menor variação (-2,31%). No grupo, a principal queda foi nas passagens aéreas (-26,88%), já a maior alta ficou no produto pneu (6,55%). A gasolina também sofreu deflação (-6,50%). O grupo Artigos de residência teve a segunda maior queda (-1,24%), puxada principalmente pela queda nos mobiliários (-3,05%).

O grupo Habitação(-0,54%) também recuou, com maior queda no produto detergente (-3,65%), e maior alta no preço do desinfetante (5,47%). Os grupos Vestuário (0,01%), Despesas pessoais (0%) e Educação (-0,01%) apresentaram variação praticamente nulas.

Alimentos em alta

Por outro lado, o grupo Alimentação e bebidas teve a maior variação positiva, com 1,37%. As maiores altas ficaram nos produtos cebola (43,87%) e batata inglesa (18,92%), enquanto a maior queda no produto cenoura (-9,49%). A alimentação no domicílio registrou alta de 1,66%, já a fora do domicílio ficou em 0,53%.

Comunicação sofreu variação mensal de 0,48%. Já Saúde e cuidados pessoais ficou em 0,11%. Neste grupo, a queda mais significativa ficou nos artigos de maquiagem (-5,65%), enquanto a maior alta ficou em produtos farmacêuticos neurológicos (3,94%).