Cartões são saída para inclusão financeira de 60 milhões

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Cartões pré-pagos estão avançando, uma solução que controla as quantias gastas

Mais de 60 milhões de pessoas ainda não têm conta em banco no Brasil, de acordo com dados do IBGE.A transformação digital dos meios de pagamento é um fator essencial para aumentar a inclusão financeira. Apesar do avanço de novas tecnologias de pagamento, como QR Code e NFC (por aproximação), atingir esse público depende de um meio bastante popular no País: o cartão de crédito.

Relatório de Tendências de Pagamento elaborado pela Minsait, o Brasil se destaca como o país que mais usa esse meio de pagamento. Os dados mostram que 81,6% dos consumidores usam frequentemente o plástico para pagamentos e saques, índice consideravelmente superior ao de outros países da América Latina, que se situam entre 60% e 70%.

O uso dos cartões de crédito representam o acesso a vários produtos e serviços. Mas, lembrando que a educação financeira deve acompanhar a utilização desse meio de pagamento , uma vez que no Brasil os juros ao consumidor na modalidade de crédito ainda são muito elevados. 

Entretanto, é uma tendência o crescimento do uso dos cartões ainda maior nos próximos anos, impulsionado pelos plásticos pré-pagos, que permitem controle das quantias gastas.

“Essas ferramentas são amplamente utilizadas para receber doações, bolsas de estudo e outros fundos do Estado. A tendência de crescimento nos próximos anos está diretamente ligada à intenção dos governos de tentar reduzir o caixa para lidar com as taxas de fraude e o mercado não auditado”, afirma Carlos Souza, diretor de serviços financeiros da Minsait no Brasil.

“Na Minsait entendemos que a transformação digital dos meios de pagamento é uma ferramenta indispensável para alcançar os objetivos de inclusão financeira e disponibilizamos às entidades nossa experiência em digitalização de cartões virtuais com contas pré-pagas, criação de aplicativos de pagamento, bem como nossa carteira, que vendemos sob o rótulo branco e permite ao cliente final autogestão e pagamento móvel ”, acrescenta Souza.

Ao mesmo tempo, o uso constante de telefonia móvel na região impulsiona os pagamentos por meio de smartphones. Neste contexto, a modalidade P2P (Peer-to-Peer), que facilita o pagamento imediato entre indivíduos através de cartões virtuais pré-pagos, deve ganhar cada vez mais espaço na região.