Setores reagem a mais carga tributária com imposto digital

abcomm
A criação do chamado imposto digital é vista como mais um impeditivo à retomada do crescimento econômico e maior tributação sobre o consumo e não sobre o patrimônio Foto: Freepik

As reações negativas à proposta de Reforma Tributária, ainda que seja uma proposta parcial do governo federal, estão ganhando coro. O setor de serviços já 'grita' diante da tributação que irá se elevar, sobretudo, nesta cadeia produtiva.

A preocupação é com mais imposto incidindo sobre o consumo,em uma economia já combalida. Considera-se ainda que um grande contingente da população teve a renda reduzida e o desemprego vem crescendo, mais um impeditivo para aquecer o consumo frente a repasses da alta.

Desigualdade

Assim, o ônus tributário continua desigual, sob o argumento de uma simplificação que traz mais carga recaindo sobre o consumidor. Além disso, os bancos deverão ter redução de tributação, no que está proposto. 

Efeito cascata

A Associação Brasileira de Comércio Eletrônico (ABComm) também demonstra preocupação com a possível criação do imposto digital, que incidirá sobre transações eletrônicas. Para a associação, recriar imposto sobre movimentação financeira, a exemplo da antiga CPMF, impede o crescimento econômico e provoca um efeito em cascata na elevação dos custos de produção e consequentemente na elevação dos preços, que será pago pelos consumidores.

Assim, a ABComm se posiciona contra um novo imposto com este fim, a exemplo do ocorrido em todas as tentativas anteriores. A ação é de repúdio à introdução deste imposto  renomeado como imposto digital.

A grande maioria dos empreendedores do comércio eletrônico é formado por micros, pequenos e médios empresários, que pagam uma alta carga tributária, destaca a ABComm.