Varejo tem alta de 8,3% no Ceará puxado por supermercados

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A atividade de hipermercados e supermercados subiu 8,1%, essencial e com o setor manteve as lojas físicas abertas durante o período de quarentena Foto: Freepik

Em maio de 2020, as vendas no varejo cearense avançaram 8,3% frente a abril, após dois meses de queda, na série com ajuste sazonal, depois do fundo do poço, com recuo recorde de 21,2% em abril.

É a maior alta da série histórica da pesquisa, iniciada em janeiro de 2000. Entretanto, apenas a atividade de Hipermercados, supermercados, produtos alimentícios, bebidas e fumo tiveram variações positivas. 

Na variação frente a igual mês do ano anterior, no varejo cearense, houve alta nesse setor da ordem de 5%, continuando em crescimento após registrar 2,5% em abril.

Essenciais

Os hipermercados e supermercados (8,1%),com atividade essencial, mantiveram as lojas físicas abertas durante o período de quarentena e acumulam noano uma variação de 2,1% e nos últimos 12 meses uma queda de -4,5%.

Em baixa

Ainda no comparativo com maio de 2019, a maior queda foi na atividade Livros, jornais, revistas e papelaria (-95,6%), seguida de Tecidos, vestuário e calçados (-90%), Móveis e eletrodomésticos (-72,5%), outros artigos de uso pessoal e doméstico (-54,8%), combustíveis e lubrificantes (-39,4%), equipamentos e materiais de escritório, informática e comunicação (-29,4%).

Frente ao ano anterior

No confronto com maio de 2019, na série sem ajuste sazonal, o comércio varejista teve queda de 30,4%, reduzindo o ritmo de queda de abril de 2020 (-34,8%), mas com a sétima (desde novembro de 2019) taxa negativa consecutiva e com predominância de taxas negativas. No acumulado do ano, o varejo registrou recuo de 17,8 %, intensificando ritmo de queda iniciado em junho de 2019 (-1,1%). No acumulado em doze meses, o comércio varejista registrou queda de 8,2%.

O volume de vendas no varejo cearense, em maio de 2020, com aumento de 8,3% com relação a abril, indicou uma reação do comércio varejista após dois meses de queda intensa devido ao cenário de pandemia e isolamento social iniciado em março de 2020.

O aumento representa uma recuperação dos meses anteriores, com níveis recordes no campo negativo, tanto no comércio varejista, quanto no comércio varejista ampliado. Porém, essa recuperação não foi suficiente para inverter o sinal nos demais indicadores, como na comparação interanual, que registrava -34,8% em abril, passando a -30,4% em maio. No ano, o comércio continua intensificando o ritmo de queda, passando de -14,4% até abril para -17,8% até maio.

Varejo ampliado

No varejo ampliado, que inclui Veículos, motos, partes e peças e Material de construção, o volume de vendas cresceu 8,4% em relação a abril. Mas, frente a maio de 2019, recuou 31,3% reduzindo o ritmo de queda frente a abril de 2020 (-35,9%), na quarta taxa negativa consecutiva. Assim, o varejo ampliado acumulou perda de 15,8% no indicador acumulado no ano de 2020, contra -11,5% no mês anterior. O acumulado nos últimos doze meses, ao passar de -1,2% em abril para -4,5% em maio registrou intensificação no recuo, dois meses seguidos de variação negativa depois de uma série de variações positivas iniciada em novembro de 2017.