Para empresários no CE, emprego deverá ter queda de 51,7%

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Sobre o número de empregos nos próximos seis meses, 51,7% dos empresários projetam que deverá haver queda, sendo que 24,2% esperam queda acentuada e só 23,3% estimam aumento

A perspectiva para o emprego não mostra horizonte positivo no Ceará, conforme a posição de empresários cearenses. Sobre o número de empregos nos próximos seis meses 51,7% afirmam que deverá haver queda e 24,2% projetam queda acentuada. Só 23,3% estimam aumento. 

É o que revela a pesquisa Índice de Confiança dos Empresários do Comércio de Bens, Serviços e Turismo do Estado do Ceará realizada no bimestre Mai-Jun/2020, pelo Instituto de Pesquisa e Desenvolvimento do Ceará (IPDC), da Fecomércio-CE.

Preocupação

Além disso, o indicador bimestral relativo às expectativas dos empresários cearenses aponta indicadores preocupantes. Apesar de 44% dos representantes de negócios acreditarem em momentos melhores para o seu setor de atividade nos próximos seis meses, há uma parcela de 49,5% que acreditam em uma situação negativa. Destes, 37% consideram ter momentos piores e 12,5% momentos muito piores.

Faturamento

Quanto  ao faturamento, a tendência segundo a maioria espera é de 35,2% terem aumento. Mas, 32,7% projetam queda e 26,4% queda acentuada. O Índice de Situação Futura – ISF também apresenta uma queda de 15,7%. No bimestre (Mar/Abr) era de 106,6 pontos, e no período bimestral em análise (Mai/Jun) ficou em 89,8 pontos. 

Confiança

A confiança dos empresários do Ceará em relação à economia do País continua em rota de queda. Segundo o levantamento, o índice veio 75,3 pontos. A pontuação de maio e junho apresentou variação relativa de -13,2% em relação ao bimestre anterior (Mar-Abr), quando o índice foi de 86,7 pontos. 

Essa baixa expectativa, de acordo com a pesquisa, pode ter como uma das justificativas a crise sanitária, somado com a crise econômica, o que leva os empresários a ficarem em desconforto quanto aos investimentos dos seus negócios.

Investimentos

Outro indicador negativo é o recuo do Índice de Investimento das Empresas - IIE com uma variação de -12,7%, passando de 82,9 pontos (Mar- Abr) para 72,4 pontos no bimestre (Mai-Jun). Esse baixo nível de investimento impacta na queda de contratação de mão de obra, bem como na redução de compras junto aos fornecedores, que contribui para a diminuição de estoques, e que se estende para o comprometimento da cadeia produtiva desses produtos.