Queda das vendas no Ceará é de 20,2% mais aguda que a do País

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A retomada gradual ainda não aparece na estatística do varejo. Em abril, o resultado foi o pior desde o início da série histórica, em janeiro de 2000, e a segunda queda consecutiva Foto: Freepik

As perdas do varejo parece que não chegam no fundo do poço,embora em alguma medida parte migrou para o e-commerce. As vendas no comércio varejista caíram 16,8% em abril, na comparação com o mês anterior, refletindo os efeitos do isolamento social para controle da pandemia de Covid-19.No Ceará, o tombo foi ainda mais agudo que a média do País, no patamar de 20,2%.

É o pior resultado desde o início da série histórica, em janeiro de 2000, e a segunda queda consecutiva, acumulando uma perda de 18,6% no período. Os dados são da Pesquisa Mensal de Comércio (PMC), divulgada nesta terlça-feira (16) pelo IBGE.

Generalizado

Na variação mensal comparada a igual mês do ano anterior houve um recuo de 33,8% em abril de 2020. O recuo nas vendas no varejo atingiu sete das oito atividades pesquisadas. A maior queda foi nas atividades Livros, jornais, revistas e papelaria (-94,5%), seguido de Tecidos, vestuário e calçados (-87,9%). O único resultado positivo foi em Hipermercados, supermercados, produtos alimentícios, bebidas e fumo (2%). Já o acumulado nos últimos 12 meses foi -5,5%.

É a primeira vez que a pesquisa traz os resultados de um mês inteiro em que o país está no quadro de isolamento social, já que ele começou a ser adotado na segunda quinzena de março.

No  comércio varejista ampliado, que inclui Veículos, motos, partes e peças e de Material de construção, o volume de vendas caiu -23% em relação a março. Comparando-se a abril de 2019, o comércio varejista ampliado recuou -37,2%, queda recorde da série histórica iniciada em janeiro de 2005. O acumulado nos últimos 12 meses foi de -1,3%.

Principais atividades no Ceará

Livros, jornais, revistas e papelaria caiu 94,5% frente a abril de 2019. No acumulado no ano, ao passar de 3,1% até março para -13,2% até abril. No acumulado nos últimos 12 meses (-13,0%), o indicador permanece negativo desde fevereiro de 2012 (0,1%). 

Tecidos, vestuário e calçados, com recuo de 87,9% em relação a abril de 2019. No acumulado no ano registrou -32,8% até abril, ante -14,6% em março. No acumulado nos últimos 12 meses, observou-se queda de -7,9%.

Móveis e eletrodomésticos, com recuo de 82,6% em relação a abril de 2019, o setor foi o terceiro maior impacto negativo, após recuo de 41,7% registrado em março. No acumulado no ano, passou de -15,9 até março para -33,5% até abril. No acumulado nos últimos 12 meses, ao passar de 11,2% até março para 2,4% em abril.

Outros artigos de uso pessoal e doméstico- lojas de departamentos, óticas, joalherias, artigos esportivos, brinquedos etc - recuou de 60,2% em relação a abril de 2019. O acumulado no ano registrou -22,6%, ante -8,7% em março. No acumulado nos últimos 12 meses, variou -7,2%, seguindo redução de ritmo já apresentada no mês anterior (-1,9%).

Equipamentos e material para escritório, informática e comunicação, tiveram recuo de 48,3% em relação a abril de 2019. O acumulado no ano foi de -19%. O acumulado nos últimos 12 meses foi de -11,6%.

Combustíveis e lubrificantes, com recuo de 41,3% em relação a abril de 2019. No acumulado do ano, passou de -6,4% até março para -14,8% até abril.

Artigos farmacêuticos, médicos, ortopédicos e de perfumaria  com queda de 19,6% ante abril de 2019. No acumulado no ano registrou queda de -8,9%. No acumulado nos últimos 12 meses, caiu 3,1%.

Hipermercados, supermercados, produtos alimentícios, bebidas e fumo, com aumento de 2% frente a abril de 2019, registrou a única taxa positiva. O resultado do acumulado no ano foi de -2,6%. No acumulado nos últimos 12 meses registrou queda de 6,7%.

Varejo ampliado

Veículos, motos, partes e peças teve recuo de 42,4% em relação a abril de 2019. O acumulado no ano até abril caiu 7,7% ante mesmo período do ano anterior. O acumulado nos últimos 12 meses foi 8,1% até abril.


Material de Construção, com recuo de 48,2% em relação a abril de 2019. O indicador acumulado no ano até abril mostra recuo de 5,1%. O acumulado nos últimos 12 meses, ao passar de 15,1% em março para 8,9% em abril, reduz a trajetória de crescimento.

O recuo nas vendas no varejo atingiu, pela terceira vez desde o início da série, todas as oito atividades pesquisadas. A maior queda foi em Tecidos, vestuário e calçados (-60,6%), seguido de Livros, jornais, revistas e papelaria (-43,4%) e Outros artigos de uso pessoal e doméstico (-29,5%).

É a primeira vez que a pesquisa traz os resultados de um mês inteiro em que o país está no quadro de isolamento social, já que ele começou a ser adotado na segunda quinzena de março.

Supermercados

Hipermercados, supermercados, produtos alimentícios, bebidas e fumo (-11,8%) e Artigos farmacêuticos, médicos, ortopédicos, de perfumaria e cosméticos (-17%), setores com atividades consideradas essenciais na pandemia e que tiveram avanço no mês passado, caíram em abril.