Varejo ampliado do CE sofre queda de 15,7% e perde R$ 4,29 bi

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O setor de supermercados é a exceção diante da queda generalizada na atividade varejista, Março de 2020 registrou a maior retração da série histórica desde março de 2003, quando houve recuo de 13,6% Foto: Freepik

Aos poucos os números vão traduzindo com maior clareza a realidade, saindo da mera estimativa. No varejo ampliado,  que inclui as atividades de Veículos, motos, partes e peças e de Material de construção, o volume de vendas no Ceará recuou 15,7% em relação a fevereiro (queda mais intensa desde o início da série, em fevereiro de 2004).

O volume de perdas financeiras em sete semanas, conforme a Confederação Nacional do Comércio (CNC) é de R$ 4,29 bilhões no Estado. No País, a cifra chega a R$ 124,7 bilhões.

Em relação a março de 2019, o comércio varejista ampliado recuou 10,7%, com recuo de 2,8% no acumulado no ano. O acumulado nos últimos 12 meses foi de 2,1%.

Considerando o varejo restrito no Estado, as vendas recuaram 11,8% em março de 2020 em relação a fevereiro (série com ajuste sazonal). 

Na série sem ajuste sazonal, o comércio varejista recuou 14,4% em relação a março de 2019, frente a queda de 4,6% em fevereiro.

Essa foi a maior queda da série desde março de 2003, quando registrou-se recuo de 13,6%. O varejo acumulou queda de -7% no ano e -2,7% nos últimos doze meses. Os resultados para março de 2020 foram marcados pelo início do isolamento social devido à pandemia de Covid-19. Do total de empresas coletadas pela Pesquisa Mensal de Comércio, 14,5% relataram impacto do isolamento social em suas receitas, que se iniciou em algumas capitais a partir da segunda quinzena de março.

Sete atividades em baixa

Sete das oito atividades pesquisadas registraram queda no volume de vendas do comércio varejista, com base a igual mês de 2019, sobretudo aquelas que tiveram suas lojas físicas fechadas, a partir da segunda quinzena do mês. Apresentaram resultados negativos: Tecidos, vestuário e calçados (-42%), Móveis e eletrodomésticos (-37,2%), Outros artigos de uso pessoal e doméstico (-27,7%), Combustíveis e lubrificantes (-20,3%), Livros, jornais, revistas e papelaria (-17,6%), Equipamentos e material para escritório, informática e comunicação (-10,3%) e Artigos farmacêuticos, médicos, ortopédicos, de perfumaria e cosméticos (-6%).

Considerando o comércio varejista ampliado,  em março, o volume de vendas recuou 15,7%, frente a fevereiro de 2020, na série com ajuste sazonal, demonstrando maior recuo com relação ao mês anterior (-1,6%). Na variação mensal com base no mesmo mês de 2019, o Ceará registrou queda de 10,7%. Para essa mesma comparação, Veículos, motos, partes e peças e Material de construção registraram queda de 1,0% e 7,5%, ambos, respectivamente, após variação de -1,0% e 18,8% observados no mês anterior.