Turismo no Ceará sofre retração de 34%; perda de R$ 1,32 bi

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O serviços prestados às famílias despencaram nada menos que 38,8% no Ceará,no mês de março,quando ainda era o início do processo de isolamento social

Em março de 2020, na comparação com março de 2019, o volume de atividades turísticas no Ceará caiu 34%, interrompendo seis taxas positivas seguidas. No acumulado do ano, as atividades turísticas caíram 9,4% frente a igual período de 2019, segundo o IBGE.

O indicador de atividades turísticas se retraiu 31,7% frente a fevereiro, queda mais intensa da série histórica. Todas as 12 unidades da federação onde as atividades turísticas são avaliadas acompanharam esta retração.

De acordo com estudo da Confederação Nacional do Comércio (CNC), o Ceará perdeu R$ 1,32 bilhão,durante a segunda quinzena de março de 2020 no faturamento do turismo.No País, deixaram de ser movimentados R$ 62,5 bilhões.

As medidas preventivas contra a Covid-19 atingiram de forma mais intensa e imediata boa parte das empresas que compõem os setores correlatos ao turismo, principalmente restaurantes, hotéis e transporte aéreo de passageiros.

Serviços em baixa

Os serviços como um todo sofreram as consequências do momento de pandemia. Em março de 2020, o volume de serviços no Ceará caiu 5,2% frente a fevereiro, na série com ajuste sazonal. Este é o resultado negativo mais intenso desde fevereiro de 2018 (-6,9%).

Em fevereiro, o índice havia recuado 1,6% frente ao mês anterior. Na série sem ajuste sazonal, no confronto com março de 2019, o volume de serviços recuou 3,1%, segunda taxa negativa consecutiva. No acumulado do ano, o volume de serviços mostrou variação negativa de 0,7% frente a igual período do ano anterior e, nos últimos doze meses, acumula alta de 1,6%. Estes são os dados da Pesquisa Mensal de Serviços, do IBGE.

Famílias puxam

A retração de 3,1% do volume de serviços na comparação com igual mês de 2019 foi acompanhada por duas das cinco atividades investigadas: serviços prestados às famílias(-38,8%), e serviços profissionais, administrativos e complementares (-1,2%). Por outro lado, houve crescimento em outros serviços (19,1%), transportes, serviços auxiliares aos transportes e correio (7,3%) e serviços de informação e comunicação (2,9%).

No acumulado do ano, frente a igual período do ano anterior, o setor de serviços teve variação negativa de 0,7%, com retração em três das cinco atividades.

Entre os setores, os serviços prestados às famílias(-13,2%) exerceram a influência negativa mais relevante, O outro recuo veio de serviços profissionais, administrativos e complementares(-6,6%), seguido de serviços de informação e comunicação (-0,7%).

Na outra ponta, a principal contribuição positiva no acumulado do ano ficou com o setor de outros serviços(13,9%), seguido por transportes, serviços auxiliares aos transportes e correio (9,3%).