Produtos essenciais em alta, apesar da deflação na RMF

verdura
A redução de mobilidade e o fechamento de negócios com o isolamento social diminuiu o consumo, impactando em deflação. Mas, foram registradas altas em itens com maior volume de aquisições, os alimentos

O Índice de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) de abril foi de -0,12% na Região Metropolitana de Fortaleza, registrando o menor resultado deste ano. Em março, a taxa havia sido de 0,21%. No ano, o IPCA acumula alta de 1,17% e, nos últimos 12 meses, de 3,33%. Em abril de 2019, a taxa havia ficado em 0,91%.

A redução de mobilidade e o fechamento de negócios com a adoção do isolamento social diminuiu o consumo de vários bens e serviços, impactando diretamente na deflação geral. Entretanto, foram registradas altas onde ocorre o maior volume de aquisições, o essencial e básico.

Impacto no bolso

Os alimentos e bebidas atingiram alta de 1,67%. O resultado foi influenciado pelo aumento da cebola (48,93%), batata-inglesa (25,08%) e cenoura (24,81%). Por outro lado, o produto tomate apresentou a maior queda (-7,21%).

A alimentação no domicílio apresentou alta de 2,2%, enquanto a alimentação fora ficou em 0,19%. Fora do domicílio, houve queda na cerveja (-4,32%) e alta no sorvete (2,07%), refrigerante e água mineral (1,7%).

Onde houve queda

Dos nove grupos de produtos e serviços pesquisados, oito tiveram deflação em abril. O maior impacto negativo veio do grupo Artigos de residência (-2,48%), puxado principalmente pelos artigos de móveis e utensílios (-2,32%) e pelos aparelhos eletroeletrônicos, em especial o produto máquina de lavar roupa, que apresentou a maior queda, com -7,32%.

O segundo grupo com maior deflação foi Transportes (-1,55%), influenciado principalmente pela baixa na gasolina (-5,35%), combustíveis veiculares (-5,22%) e transportes por aplicativo (-4,92%). Por outro lado, houve alta nas passagens aéreas (11,86%), maior alta registrada desde dezembro de 2019, quando atingiu a máxima de 24,61%. Vestuário também teve queda de -0,65%. O grupo de Comunicação apresentou deflação de -0,49%.

Saúde e cuidados pessoais apresentou queda de -0,19%, puxado principalmente pelas baixas nos anti-infecciosos e antibióticos (-7,13%) e dos antigripais e antitussígenos (-6,26%). Já os artigos de cuidados pessoais apresentaram alta de 1,16%. Habitação e Despesas pessoais tiveram resultado de -0,07%, enquanto Educação atingiu -0,05%.