Setor produtivo cobra plano gradual para reabrir empresas

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O Setor Produtivo reclama que após um mês de estabelecimentos fechados ainda não recebeu nenhuma proposta clara, plano específico ou cronograma, sobre os pleitos para a reabertura dos negócios

Enquanto as lojas e centros de compras permanecem vazios diante da crise gerada pelo novo coronavírus, após um mês de isolamento social, o setor produtivo cearense, representado por 10 entidades de classe lança manifesto apresentando a insatisfação por não haver um plano de flexibilização de retomada gradual. A nota é assinada pelas principais lideranças do Ceará - Fiec, Fecomércio, Faec, Fetrans,  FCDL,CDL Fortaleza, Facic, Sindilojas, Femicro e ACC.

As entidades lembram que representam 1.080.000 empregos formais no Estado, o equivalente a 73,3% de todos os empregos gerados no Ceará e uma fatia de 76,31% do PIB estadual. 

Retomada

As entidades de classe querem a retomada gradual das atividades econômicas. Solicitam a criação de uma comissão formada por representantes do  governo e do setor produtivo com foco na flexibilização do retorno em etapas das atividades empresariais, dentro de padrões estabelecidos por essa comissão, a fim de encontrar um caminho que preserve o equilíbrio econômico e social no combate à pandemia.

Cuidados

O manifesto observa que o retorno se daria de forma gradual, assegurando os cuidados necessários aos colaboradores e à sociedade, visando à mitigação dos impactos da crise, simultaneamente à saúde pública e à economia.

O empresariado argumenta que a medida visa a preservação de vidas e manutenção dos empregos. "A situação atual traz profunda insegurança à sociedade, aos empresários e aos seus colaboradores, informais e autônomos", destaca o documento.

Segundo o manifesto,o empresaria está apoiando todas as medidas do Governo para minimizar os impactos da pandemia e enfrentar a crise e respeitando todas as medidas de prevenção e combate à propagação do vírus, em especial as de isolamento e suspensão de atividades, e, além disso, através de parcerias com a iniciativa privada, estamos em constante mobilização para colaborar com a doação de equipamentos hospitalares, fornecimento de EPI's para hospitais e campanhas de conscientização.

Queixa

De acordo com o manifesto "é inconcebível que transcorrido um mês do início do isolamento e já tendo sido anunciado a sua prorrogação até o dia 05 de maio de 2020, conforme Decreto Estadual no 33.544, de 19 de abril de 2020, o Setor Produtivo ainda não tenha recebido nenhuma proposta clara, nenhum plano específico, nenhum cronograma, sobre nossos principais pleitos para a reabertura dos negócios e a retomada das atividades produtivas, seguindo todas as orientações da OMS".

Para as entidades signatárias, "ao insistir em um pseudo conflito de interesses entre a saúde pública e a economia, estamos assistindo medidas que paralisam a atividade produtiva e que terão impactos duradouros e diretos na saúde financeira de todos os cearenses".